sábado, 7 de setembro de 2013

Deixando a Falsa Luz Para Traz

"Vai, larga tudo o que tens e siga-me”
“Por que me chamais de 'bom'? 
Não há nenhum 'bom' sequer, todos se corromperam”


Amigos: 

As seguintes são, em resumo, as características fundamentais que fazem ímpar a atualidade da revelação do gnosticismo cristão. 

A primeira é a caracterização de que vivemos num mundo consciencial dual limitado - o Mundo da Morte de Jacob Boheme, o Mundo de Maya do Budismo, a Matrix numa caracterização mais contemporânea - e que esse mundo consciencial dual limitado não é e não se harmoniza com o mundo original, verdadeiramente Divino, da criação. 

A segunda é que há seres-consciência aqui vivendo que já se dão conta - em si mesmos - dessa limitação fundamental e que passam assim a anelar fundamentalmente por uma saída espiritual, uma Volta , uma Relig-ião, uma Libertação, uma Salvação. 

A terceira é que essa Volta à Casa do Pai do Filho Pródigo não é um processo linear de aperfeiçoamento e refinamento evolutivo, passo a passo, da e pela velha mas ainda vigente consciência limitada. Mas sim, ao contrário, uma ruptura descontínua a partir de um surto anímico fundamental que leva à auto percepção social, histórica, intelectual, psíquica, emocional e física do Limite desse nosso atual (individual, coletivo e planetário) estado de consciência. 

A quarta é que o anelado e difuso, mas categórico, Desejo de Salvação buscado por esses Seres-do-Limite tem que necessariamente ser intermediado por uma força cósmica do princípio ("Ninguém vai ao Pai senão por Mim”) que é o Verbo do Princípio, Aquele que Era É e Será. E que essa intermediação se faz pelo e no espaço consciencial vazio que o Ser-Limite anelante vai deixando cada vez mais disponível ao trabalho de transfiguração e ressurreição dessa Força Crística do Princípio.

E por fim, o quinto, o mais desconcertante para se saber. É que todo esse mundo consciencial dual é uma prisão planejada e orquestrada por seres-encosto (eões - tanto os “bons” quanto os “maus") que interferem no íntimo de nossa subconsciência tanto individual quanto coletiva de modo a postergar a existência desse status quo consciencial limitado, em seu benefício e na vampirização de nossas energias vitais. Fazem isso a partir de um plano muito bem elaborado de manipulação emocional, potencializando nosso medo e nosso atávico sentido de separatividade, de conquista e de posse. Isso esta muito bem posto no clip: "O Jugo dos Eões - Uma Entrevista de David Ike"

Todos estes aspectos já foram convenientemente abordados nas postagens, palestras e vídeos que constituem o conjunto do que disponibilizei até agora nesse blog.

Só conhecendo o conjunto destas abordagens, sua abrangência e suas implicações, individuais e coletivas, é que a Atualidade e a Urgência dessa fundamentação ficarão convenientemente esclarecidas. 

Dentre esses tópicos do blog destacamos nos hiperlinks no fim desse artigo alguns que são mais diretamente relacionados com o assunto que estamos agora abordando. 

Quanto ao quinto aspecto que destaquei acima trago agora a tradução que fiz de um recente artigo do americano, Cameron Day, que desde os seis anos tinha contato com "seres de luz" e que se tornou um canalizador e um curador energético profissional dentre tantos outros típicos veículos de cura e canalizações bem característico do movimento Nova Era americano.

Brian Kelly diz sobre esse artigo que:  “Nunca antes eu li um material que resume perfeitamente todas os incríveis equívocos de todo o fenômeno que envolve a questão luz vs trevas, bem vs o mal.”

Aqui neste blog, já em junho de 2010, divulguei um artigo sobre esse assunto : "O SEGREDO DO SAGRADO"

No início desse artigo digo: 

“Um dos mais destacados gnósticos cristãos, Valentino, já no século II abordava profundamente esse tema no seu tratado Pistis Sofia, do qual destaco o trecho abaixo que ilustra o quanto Sofia se iludiu com essa falsa luz antes de alcançar a verdadeira libertação (na 5ª Região): 

"Brihadaranyaka Upanishad," in Yutang, L., ed. (1942).
The Wisdom of China and India, Modern Library, NY, Pg. 36
“E Sofia, olhando do alto, viu essa força leonina nas regiões inferiores [4ª Região] e não sabia que ela pertencia a Authades, antes pensou que ela pertencia à luz que viu nas asas do tesouro da luz, e ponderou consigo mesma: eu irei para a minha sizígia e seu lugar, para que tome a luz que os eões criaram para mim, afim de que, através dela, eu possa subir para a altura das alturas” 

Também Paulo, em Efésios 6 diz: 

“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais [4ª Região].” 

Passemos agora então à tradução do artigo de Cameron Day: 

Por Que Não Sou Mais um “Trabalhador da Luz” 

24/08/2013, por: Cameron Day,Traduzido por: Paulo Azambuja

  • A Grande Farsa Vai se Desmascarando
Não, eu não me voltei para o lado escuro, mas ao invés eu estou transcendendo esses lados. Este artigo é provavelmente a peça mais importante que eu escrevi até hoje, e, a fim de transmitir a mensagem completa, um pouco de história de fundo é necessária. Junte-se a mim, e no final você vai entender porque eu nunca vou me chamar novamente um Trabalhador da Luz. 

O planeta Terra e muitos outros nesse nosso canto do universo tem estado sob um feitiço por muito tempo, um feitiço que lança dúvidas em nossas mentes sobre a existência ou não e se estamos conectados com a Fonte Infinita de toda a criação. Esse  feitiço faz  com que nos sintamos  sozinhos,  vulneráveis ​​e  isoladas - expulsos dos Reinos Celestiais - em um mundo cruel, um mundo cão. Essa magia é pura ficção, um engano da mais alta ordem, mas que se apoderou profundamente deste e de outros mundos. 

Intrínseca, dentro deste feitiço holográfico, é a noção de 
que a dualidade e a polaridade são aspectos naturais da vida e que devemos servir ou a um lado da dualidade ou ao outro. Esta referência dual tão elegantemente simples se tornou tão importante que perdemos de vista o maior feitiço holográfico que a gerou. Na verdade, perdemos de vista o holograma como um todo, e passamos a acreditar que é a soma das partes que compõe a realidade total. 

Os seres humanos foram condicionados a adorar o engano holográfico e os agentes que o perpetuam. Este holograma tem sido chamado de Maya pelos hindus, e os Gnósticos a ele se referem como o “Demiurgo Corrupto”. Acho essa uma descrição muito precisa, e desse ponto em diante vou me referir a ele como o demiurgo corrupto. 
  • Trevas vs (Falsa) Luz – a Dualidade do Demiurgo 
A fim de capturar e controlar o mais amplo espectro possível de almas, o demiurgo corrupto divide seus agentes em duas equipes aparentemente opostas: Trevas vs (Falsa) Luz. 

Nem todo mundo pode ser um santo, por isso deve haver espaço para os pecadores dentro do demiurgo, posto que todos os envolvidos estão sob o seu feitiço. O que mais importa para o demiurgo é que nós o adoremos ou a um de seus agentes, independentemente de serem eles da equipe da luz ou da equipe das trevas. 

Há muitos nomes dos atores dentro deste drama cósmico multidimensional e você não vai ter nenhuma dúvida em ter ouvido falar em: Lúcifer, Jeová, Belzebu, Arcanjo Miguel, Satanás (diferente do Lúcifer), Ashtar, dezenas de Arcontes anjos, supostamente "mestres" ascencionados e várias outras entidades canalizadas. 

Embora alguns desses seres joguem na equipe das trevas, e outros na equipe da (falsa) luz, todos eles estão, em última análise, jogando para o demiurgo corrupto que os controla. Isso, em essência, é o grande segredo dos arcontes: eles não são apenas os "maus, seres demoníacos", mas também aqueles que fingem ser anjos e mestres ascensionados.. 
  • Qual é o Objetivo de Todo Esse Controle? 
O reino do demiurgo corrupto é um sistema entrópico de separação de consciência artificialmente induzida. Ele está morrendo lentamente e é um sistema que depende da colheita de energia das almas encarnadas dentro dele a fim de preservar a sua existência. A fim de colher a maior quantidade de energia-alma possível, o demiurgo criou o paradigma da dualidade claro-escuro para garantir que cada ser encarnado em um mundo que está sob seu feitiço serviria como uma alma-bateria para ajudar a manter energizado o demiurgo. 

As "boas" almas irão procurar a equipe da (falsa) luz, e as almas "más" irão procurar a equipe das trevas, mas o que é desconhecido para a maioria dessas almas, é que elas estão todas servindo ao mesmo sistema. 

A fim de manter o jogo da dualidade interessante para os seus participantes, o demiurgo criou em seu “reino” distintas densidades de existência nas quais os iniciados nos caminhos escuro e claro poderiam ascender. Isto dá aos seres que se deslocam através destas densidades um sentimento de realização, quando na verdade estão navegando através de um labirinto de ilusão demiúrgica. [a Roda de Samsara] 

Os jogadores nos mais elevados níveis dessas hierarquias sabem que estão em um sistema de auto-serviço, mas eles se sentem muito bem com o negócio, porque para exercer o poder eles recebem a energia de adoração dos seres mais baixos da escada. 
  • E o que Dizer Sobre a “Hierarquia Espiritual”? 
A maioria dos seres canalizados afirmam estar afiliados à (falsa) luz desta "Hierarquia Espiritual", que inclui "arcanjos", "mestres ascensionados" e "ETs positivos." Estas mensagens canalizadas são um centavo em mil, e continuam mais e mais sendo derramadas a cada dia. 

O pequeno segredo sujo aqui é que esses seres estão em dívida com o demiurgo corrupto, e estão travando uma batalha psicológica sobre as pessoas que não querem ser associados a qualquer estrutura religiosa formal. 

Em outras palavras: a Nova Era é uma operação psicológica multidimensional projetada para canalizar a energia da alma dos "crentes" desses ensinamentos para os mestres ascensionados. 

Outro dos seus segredos é que a maioria dos chamados "mestres ascensos" na sua "hierarquia" nunca tiveram uma encarnação humana. Estes são seres incrivelmente enganosos que estão jogando um jogo, a fim de colher a energia de adoração. No universo real do “não-engano”, ninguém iria adorá-los, mas no ilusório "sub-universo" do demiurgo corrupto, eles são capazes de enganar as pessoas de bom coração para derramar energias de amor, devoção e louvor sobre eles. 

Quanto aos "arcontes-anjos" eles são mais ou menos da mesma categoria. Eles não estão alinhados com a fonte infinita de toda a criação, mas servem a um ser menor posando como o criador: o demiurgo corrupto. Portanto, eles não são o que eu de forma alguma chamaria de anjos. 

Em homenagem à natureza verdadeiramente ilusória desses seres, eu lhes dei um título novo e mais preciso: A mentir-arquia espiritual. 


  • O Lado Escuro Faz a Falsa Luz Parecer Boa 
As duas equipes tem que representar os seus respectivos papéis de forma convincente. 

A equipe das trevas realmente abraçou seu papel como vilã: uma escória pronta para matar, estuprar, torturar e fazer qualquer tipo de coisa depravada que possa produzir. 

O lado escuro é projetado para ser extremamente repugnante e é por isso que a maioria das "boas almas" vai correr para o outro lado da  polaridade,  direto  para   o abraço "amoroso" de uma das religiões patriarcais da falsa luz, ou para as religiões da “Nova-Era” com sua legião de canalizadores e "mestres". 

A Terra tem sido um planeta difícil para o demiurgo corrupto controlar totalmente. Os seres humanos foram originalmente muito conscientes da sua ligação à Fonte Infinita de Toda a Vida, e essa consciência tem sido mantida por indivíduos espirituais em todo o reino das trevas neste planeta. Como esta consciência original não pôde ser "jogada para fora de nós" pelas forças das trevas, um plano foi formado para cooptar a natureza espiritual dos seres humanos. 

No princípio as religiões patriarcais foram formadas e impostas a tantas pessoas do mundo quanto possível. Quem não aderia a uma das principais religiões era considerado um pária por boa parte da história. 

Foi assim até o sec. IX quando então que o "movimento Teosofista" nasceu, e estabeleceu as bases para o "movimento Nova Era" que surgiu nas décadas de 50, 60 e 70 do sec. XX. 

O Movimento Nova Era continuou a ganhar impulso, uma vez que tem atraído muitas das pessoas que se afastaram da hipocrisia das religiões patriarcais. 

O Demiurgo Corrupto parece ter uma resposta fácil para qualquer uma das agitações internas que os seres humanos experimentam. Se a religião convencional não serve mais para apaziguar um indivíduo, então a Nova Era o fara muito bem. É tudo a mesma coisa para o Demiurgo, contanto que sempre se escolha um lado, dos que ele controla. 

É por isso que precisamos transcender ambos os  lados ao mesmo tempo. 
  • Os Canalizadores Estão Sendo Enganados 
Se a religião pode ser tida como "o ópio das massas", então as mensagens canalizadas seriam o "ÓPIO da minoria descontente." 

Cada mensagem canalizada que vem da mentir-arquia espiritual é essencialmente a mesma quando você tira fora a conversa mole e história da linha que está sendo usada para envolver a mensagem. 

Aqui estão todas as mensagens canalizadas que eu já fiz, condensadas em poucas linhas: 

"Queridos, vocês são muito amados por todos nós no mundo espiritual do (mentiroso) Arconte. Nós desejamos nos reunir com vocês, porque somos a sua família há muito perdida. Permaneça forte e agarre-se a sua luz, porque nós vamos fazer a nossa presença em breve conhecida. Continuem esperando (e sofrendo) e anelando por nós para que venhamos salvá-los de sua situação. Quando chegarmos, vamos construir uma c idade de ouro para você sobre a terra". 

Eu costumava pensar que essa desinformação nauseabunda vinda dos "Arconte Anjo Michael", "Saint Germain", etc era o resultado da interferência do lado escuro assumindo os canais sem a sua consciência. 

O que eu não entendia quando escrevi "Quem está realmente neste canal" é que as transmissões de "seres verdadeiramente positivos" não estavam sendo interceptadas e corrompidas pelo lado negro, mas eram, sim, as mensagens que vinham diretamente dos seres da “falsa” luz " da mentir-arquia espiritual.
  • Os Trabalhadores da Luz estão sendo amplamente utilizados
Em 1998 quando comecei a trabalhar no gênero “limpeza de energia”, o termo "Trabalhador da Luz" não existia. Ele apareceu em algum momento no início dos anos 2000, e soou estranho para mim a primeira vez que o ouvi. Agora eu entendo o porque: porque a "luz" que estava tentando levar-nos a trabalhar era a falsa luz da dualidade demiúrgica! 

Há um enorme esforço em andamento por seres que eu agora chamo de "agentes divinos" para obliterar completamente o demiurgo corrupto. Quando isso acontecer, todos os seres que ganharam poder através do demiurgo vão perder esse poder roubado e terão de enfrentar os enganos que vieram propagando. Nenhum deles quer que isso aconteça e por isso, em sua inteligência, eles arquitetaram um plano brilhante para minar inteiramente todo esse esforço dos "agentes divinos". 

O plano era simples: Abordar todos os agentes divinos encarnados, geralmente quando em um estado de sonho, mas às vezes durante um cenário de "abdução por ET", e dizer-lhes que, a fim de cumprirem sua missão, eles precisavam "trabalhar para a luz (falsa)" sob as ordens da mentir-arquia espiritual. 

Este plano funcionou surpreendentemente bem, em grande parte porque os agentes divinos tiveram um tempo difícil a viver na Terra. As sociedades aqui são muito deformadas, a espiritualidade é distorcida e abusada, a densidade vibracional é pesada, nossas memórias são muitas vezes eliminadas, e nós geralmente preferíamos NÃO estar aqui. Assim, qualquer ser que emanasse a luz (a falsa luz) e amor poderia fazer um agente divino se sentir como se estivesse fazendo um contato válido com os seres verdadeiramente divinos. 

Eu ainda me lembro do meu próprio recrutamento pela falsa luz que ocorreu quando eu tinha 6 anos de idade em uma experiência extrema de sonho vívido. 

Eles me convenceram que eu estava cumprindo minha missão como agente divino trabalhando para eles. Eu acho que eles sempre souberam que eu iria desmascará-los, embora isso tenha demorado muito, muito tempo. 
  • Sempre Acorda mais Cansado do que Quando foi Dormir? 
Muitos agentes divinos que foram recrutados como trabalhadores da luz relatam que acordavam mais cansados do que quando foram para a cama, e que os seus "sonhos" estavam cheios de batalhas. 

Durante essas "missões de sonho", a mentir-arquia espiritual suga aqueles que controla de tanta energia quanto consiga. Você pode acordar com as memórias de ter estado em missões para combater a escuridão, mas o resultado final é que o seu corpo, mente e alma estão esgotados pela colheita de energia realizada pelos (falsos) seres de luz. 

Há alguns meses atrás eu revoguei TODOS os acordos feitos com e todos esses seres que não tinham meus melhores interesses em mente, não importa QUEM esses seres eram ou se diziam ser. Isso parecia uma coisa simples de se fazer, mas de alguma forma eu o tinha subestimado. Durante o processo, eu senti resistência dos seres que se afirmavam como positivos, mas eu permaneci forte e disse-lhes que me recusava a ser manipulado para dar energia para o demiurgo. 

Isto tem me dado o distinto privilégio de ser alvejado tanto pela equipe das trevas (me roendo os tornozelos) quanto pela equipe da (falsa) luz. A equipe da (falsa) luz, de fato, envolve-se em uma guerra psíquica só que de um modo diferente e mais sutil do que os seus irmãos das trevas. Deflexionar esses ataques tem valido a pena porque sei que estou mais alinhado com a minha verdadeira missão em colocar um fim ao demiurgo sem estar sendo desviado nas batalhas da dualidade. 

É também muito agradável saber que vou ter uma boa noite de sono quando for para a cama porque eu não estou indo para ser puxado para dentro dessas ridículas "missões para lutar contra as trevas" a que os (falsos) seres de luz estão tão interessados em atribuir aos seus "trabalhadores da luz." (Essa frase, na verdade, me assusta agora que sei de suas verdadeiras origens ...) 
  • O Que Dizer Sobre a Idade de (Gaiola de) Ouro? 
Os seres da falsa luz trabalhando para o demiurgo corrupto querem manter seu controle sobre a raça humana. Nossa energia de alma e nosso modo de viver em nossa gaiola atual aumenta os poderes do demiurgo e dos seres que o servem, e eles não vão desistir dessa energia facilmente. 

Estamos, neste momento, em uma luta pela nossa liberdade. A mentir-arquia espiritual quer nos dar a falsa opção de “mudança” movendo-nos de nossa gaiola atual, que já esta extremamente desconfortável, para uma outra com um estado de existência um pouco mais expandido, mas na qual ela continue firmemente no controle. 

Uma metáfora para descrever a nossa situação atual é que nós somos como um bando de galinhas comprimidas dentro de um pequeno, escuro, e mal cheiroso galinheiro. Aqueles que têm sido nossos criadores estão se preparando para deixar-nos fora da gaiola em uma grande área cercada onde seremos capazes de nos sentirmos um pouco mais livres, mas ainda dentro de seu controle. [Estão fazendo isso porque nas atuais mudanças cósmica aquarianas eles não mais podem controlar a situação atual.] 

Então esta é a maneira que encontraram de garantir que possam continuar a alimentarem-se das nossas energias, fazendo-nos sentir que somos livres, graças à bondade dos nossos criadores algozes. 

A mentir-arquia espiritual não quer que cresçamos por nossa própria conta em um lugar de auto-capacitação que irá permitir-nos simplesmente sair fora completamente de seu sistema de controle. 

É por isso que as mensagens canalizadas sutilmente enfraquecem as pessoas, fingindo que realmente lhes estão oferecendo uma solução de auto potencialização. Enquanto estivermos sentados e esperando por "mocinhos" que venham nos salvar, não vamos ser capazes de discernir quem realmente traz nossos melhores interesses de coração, nem vamos ser capazes de corrigir efetivamente os nossos problemas por nós mesmos. 
  • Soluções Para os Afligidos Pela Dualidade 
Então, como é que uma pessoa pode sair desse paradigma de dualidade? 

O primeiro passo é envolver os protocolos de sistema de auto-compensação e revogar os acordos que você fez com todos os seres que não têm seus melhores interesses em mente. 

Em seguida, revogar todos os acordos de ver a realidade em termos polarizados. Toda vez que você revogar acordos, certifique-se de recuperar sua energia, que tinha ido para eles. 

Em seguida, afirmar o seu compromisso de transcender os paradigmas de controle do demiurgo corrupto sem ser desviada por batalhas inúteis de polaridade. 

Eu também recomendo uma breve prática diária para revogar todos os acordos de experimentar dificuldades, limitações, relacionamentos ruins, problemas de saúde, problemas financeiros, disfunções familiares, e qualquer outra coisa em sua vida que envolva drenagem de energia. O número e a quantidade de acordos que temos inconscientemente assumido dentro dessa matriz de realidade falsa são verdadeiramente surpreendentes. Enquanto você prestar atenção aos acordos sutis e flagrantes que apontam para as barras invisíveis de sua prisão, você realmente vai achar que não há falta de acordos para ser revogada. 

Depois de se ter envolvido neste processo, você pode perceber menos "contato" dos seres de falsa luz, e você pode se sentir um pouco solitário até você se acostumar com as mudanças. 

Este é um bom momento para fortalecer a sua conexão com o seu próprio Eu Superior, com o núcleo da Terra e com o núcleo galáctico. Como você ajustar, você pode perceber melhor o sono e uma sensação de que você pode ver através de enganos disfarçados com positividade mais facilmente. 

As Forças da Verdadeira Luz Divina que existem fora do demiurgo corrupto não estão vinculadas à dinâmica dos lados esquerdo e direito do cérebro e às polaridades trevas-luz que definem o sub-universo demiúrgico. 

Isso significa que elas não vão se comunicar como uma voz soando em sua cabeça! Em vez disso, elas usam a "telepatia da alma" para emanar sentimentos, expressões arquetípicas e uma qualidade extremamente pura de luz que fala diretamente à sua alma. 

A diferença entre um ser da verdadeira Luz Divina e um dos seres da falsa luz do mentir-arquia espiritual é que a luz do primeiro é quente, envolvente, puro e incondicional amor, enquanto que a luz deste último é morna, penetrante de uma forma desconfortável, dominante e muitas vezes excessivamente masculina. A mentir-arquia espiritual é um grupo dominado por homens, e até mesmo as mulheres dentro de sua estrutura de poder têm uma energia muito masculina. 

Esta dominação-macho, é sem dúvida a causa do por que as estruturas religiosas sob a mentir-arquia espiritual têm  todas um deus macho dominador, e faz nenhuma menção a um abrangente criador feminino. 

Outra grande diferença entre os seres da falsa luz do demiurgo e os seres da Verdadeira Luz Divina é que estes estão alinhados a uma Fonte Infinita que é a Luz Divina que não é controladora, manipuladora, mandona ou julgadora de nenhum modo. 

A Fonte Infinita não irá impor uma agenda sobre você, ainda que vá apoiá-lo em sua missão escolhida para ajudar a desmantelar o demiurgo corrupto. A você não vai ser dada "voz de comando" pela infinita Fonte ou pelos seres da verdadeira Luz Divina que operam fora do demiurgo. 

Eles não vão enviar-lhes a intermináveis missões no seu tempo de sonho que envolvem drenagem de energia, e eles não vão pedir para vocês fazerem algo que vai resultar na perda de sua energia da alma, ao contrário dos impostores no Arconte mentiroso espiritual da falsa-luz. 

Os seres de verdadeira Luz Divina são suportivos​​, amorosos, carinhosos, e se preocupam com você como um indivíduo. Você não é apenas uma engrenagem de uma máquina para eles, pois eles entendem que você é um aspecto extremamente importante de uma criação intrinsecamente interligada. Eles têm o maior respeito por aqueles de nós que se oferecem para encarnar no "sistema da besta" do demiurgo corrupto, a fim de ajuda-los a desmantelá-lo por dentro. De fato, deve haver agentes divinos de trabalho, tanto dentro como fora do mundo do demiurgo corrupto, a fim de desmantelá-lo. 
  • O Discernimento é Vital 
Eu estarei escrevendo mais sobre este tema e suas muitas implicações. Nesse meio tempo, exorto-vos a aumentar drasticamente o ceticismo e afinar o seu discernimento. Aplique sua intuição e lógica a informação que você recebe, e se pergunte "qual é a agenda aqui?" Há de fato uma grande, multi-dimensional "conspiração" no trabalho neste planeta, que nos tira poder, empurrando-nos a um espectro da uma polaridade ou de outra. Qualquer pessoa pedindo-lhe para "escolher um lado", simplesmente não acordou para o fato de que ambos os lados são duas metades de uma mesma moeda, ambos controlados pelo demiurgo corrupto. 

Exorto-vos a discutir essas idéias com as pessoas próximas a você e procurar maneiras que você pode ter sido manipulados pela falsa luz no passado. Não é nada para se envergonhar - os seres de luz falsas são mentirosos incrivelmente habilidosos e manipuladores. 

A maioria de vocês que estão lendo este artigo  já foi escolhido para ser um agente divino encarnado com o objetivo de desmantelar o sistema de controle demiúrgico. Você já fez a sua escolha, e agora você precisa realizar a sua missão individual. A fim de fazer isso, é de vital importância cortar todos os laços com a falsa luz da mentir-arquia espiritual e levará algum tempo para recuperar energia e força, e se necessário, pergunte ao seu Eu Interior Divino para lhe revelar o que é que você precisa especificamente fazer. 

Estejam fortes na luz verdadeira da sua Infinita Fonte Divina interior. 

Com Amor 
Cameron Day 


***
E ainda mais:

A leitura de Carlos Castanheda foi um dos fatores que primeiro contribuiu em qualidade e profundidade para minha busca espiritual. 

Mas isso já faz bastante tempo. 

Agora recebi na minha linha de tempo um texto (hiperlink abaixo) selecionado por um amigo FB, João Cláudio Fontes, e que agora repasso, que me faz ver que esta na hora de uma releitura de Carlos Castanheda pois que, por esse texto, sua obra se mostra muito mais atual até de quando foi lançada.

Eis um extrato do que esta no artigo do blog referenciado: 

“Nós temos um predador que veio das profundezas do cosmos e assumiu o controle de nossas vidas. Os seres humanos são seus prisioneiros. O predador é nosso senhor e mestre. Nos faz dóceis e desamparados. Se queremos protestar, suprime nosso protesto. Se queremos agir independentemente, exige que não o façamos...

Realmente nós somos prisioneiros! Este era um fato energético para os feiticeiros de México antigo”...

Eles nos dominam porque somos comida para eles, e nos apertam impiedosamente porque somos seu sustento...

“Pense por um momento, e me diga como você explica a contradição entre a inteligência do homem engenheiro e a estupidez de seus sistemas de convicções, ou a estupidez de seu comportamento contraditório. Os feiticeiros acreditam que os predadores nos deram nosso sistema de crenças, nossas idéias de bem e mal, nossos costumes sociais. Foram eles que programaram nossas esperanças e expectativas e sonhos de sucesso ou fracasso. Eles nos deram ambição, ganância, e covardia. São os predadores que nos fazem complacentes, rotineiros, e egomaníacos”...

Ele explicou que os feiticeiros vêem as crianças como estranhas e luminosas bolas de energia, cobertas de cima a baixo com uma capa brilhante, algo como uma cobertura de plástico que é ajustada firmemente em cima de seu casulo de energia. Ele disse que aquela capa brilhante de consciência era o que os predadores consumiam, e que quando um ser humano alcançava a idade adulta, tudo que sobrava daquela capa brilhante de consciência era uma franja estreita que ia do chão ao topo dos dedos do pé. Aquela franja permitia ao gênero humano continuar vivendo, mas só de forma precária.”

[Aqui vai uma minha observação importante: Eis acima a explicação FUNDAMENTAL sobre a que a prática da pedofilia se refere]


Paulo Azambuja


Outras referências:







quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Nem "lá" nem "cá" - é tudo "Aqui e Agora"

Amigos:
Reproduzo aqui um comentário que fiz num diálogo com um amigo no FB sobre a Síria, que dizia que estava havendo lá uma briga entre irmãos:

"Amigo, o que esta acontecendo na Síria  não é um problema de luta entre irmãos. Os rebeldes na Síria são mercenários treinados pelos Estados Unidos principalmente na Arábia Saudita. E assim foram infiltrados na Síria, assim como anteriormente o foram na Líbia, para desestabilizar o país numa estratégia de desestabilizar toda a região e por fim todo o MUNDO. 

É como se os Estados Unidos treinassem guerrilheiros sul americanos e os infiltrassem para desestabilizar o Brasil. Nesse caso poderíamos falar em luta entre irmãos? 

Uma outra coisa fundamental a considerar é que isso não esta acontecendo lá e que nós aqui não seremos afetados. Uma coisa que vamos aprender muito rápido, queiramos ou não, por bem ou por mal,  é que no mundo de hoje nada está acontecendo lá; é tudo aqui e agora. (pense por exemplo em Fukushima, lá do outro lado do mundo)

Tudo nos diz diretamente respeito não só moralmente mas nos próprios fundamentos da nossa vida econômica, social, espiritual, psíquica e física. 

Notemos que essa estratégia de desestabilização global vem orquestrada há muito tempo e já desde 2001, segundo o testemunho desse proeminente general americano: 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

HORA EST

Se não compartilharmos com essa mulher da essência da sua angústia cósmica de alma, sob os LIMITES que O PLANETA está experimentando, seremos tão somente, e nada menos, que uma bucha desse canhão químico, nuclear, econômico e moral da ignorância, manipulação e mentira que AGORA estilhaça em todas as direções. 

E, dentro da nossa panela de rãs-zumbís, em banho-maria, veremos que o fogo, até agora mantido relativamente fraco de modo a nos dar a falso conforto de uma lagoa tropical entra repentinamente em ebulição pegando-nos desprevenidos nas baladas da vida e preparando o definitivo guisado a ser servido no banquete eônico em homenagem à nossa falência cósmica e existencial.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ateísmo e Pseudo-Ciência.


Amigos: 

Trago-vos esse vídeo que traz considerações muito oportunas e faço alguns breves comentários em seguida: 




O Grande problema aqui é a confusão entre a genialidade e a sabedoria. Uma mente muito especializada, como por exemplo a de um grande mestre de xadrez ou a de um autista genial como a de um recentemente apresentado menino americano, não tem, necessariamente, SABEDORIA. 

É mesmo provável que devido a sua alta especialização essas mentes, fora do escopo de sua genialidade, tenham dificuldades de percepção existencial maiores até que a de uma mente mais normal e portanto menos envolvida, menos presa, na imensa ebulição energética de sua especialidade. 

Portanto quando um físico genial se arvora a falar de coisas que transcendem o seu contorno mental (e sua vaidade e posição social dão lhe completa liberdade e aceitação para fazê-lo) não deve ser considerado mais do que qualquer um outro palpiteiro a se expressar sobre o assunto.

Talvez a maioria das mentes cientificas tem muito pouca aptidão para conceber fora da objetividade. O grande problema deles e da ciência em geral é que a própria pesquisa científica principalmente na física foi obrigada pelo seu próprio desenvolvimento experimental a deixar o seu paraíso newtoniano e ter mesmo que encarar o inferno quântico. 

Ora, como uma mente confinada, mesmo que genialmente, ao espaço da percepção objetiva logrou se adaptar a esse inferno? 

Muito simplesmente recorrendo a um tipo de eufemismo reducionista que trata conceitos inerentemente não objetivos, como o "Nada", como se fosse simplesmente a expressão de uma equação de muitos elementos cuja  soma é zero. 

Saibamos que é assim mesmo que eles são e pensam e se aplicassem essa sua particular e confinada, embora intensa, percepção sabendo que o estavam fazendo RELATIVAMENTE, seriam muito úteis, pois é lógico que o modelo de representação objetiva do mundo é ÚTIL pra muitas coisas e um dos setores de conhecimento não desprezáveis. 

Mas o fato de que passaram a ter a ciência como a palavra final é, na verdade, nada científico, pois que é um postulado ideológico, dogmático, afastado de qualquer comprovação pelo próprio método científico e se deve tão somente a uma necessidade visceral do estado de consciência humano, totalmente subjetivo, de discriminação e dominação - O PODER -  fazendo assim felizes e ajustados os dominantes e os dominados.  




Paulo Azambuja

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

"O Bem que eu quero, não faço..."



Amigos:

A "Roda de Samsara" é uma arapuca limitadora e aprisionadora tanto para a consciência do individuo quanto para a consciência do Planeta. Sempre de novo: nascer, crescer, viver, envelhecer, adoecer, morrer..., sofrida e inconclusivamente. 
Todos os acontecimentos atuais na sua dinâmica acelerada estão isso nos mostrando e é por isso que os acompanho aqui nesse blog, para aprender com eles que: "Meu Reino não é desse Mundo", não é dessa roda. 

Recentemente tenho postado vários artigos sobre esse aprendizado dos Limites que agora se desmascaram. 
Veja por exemplo a recente postagem nesse blog: "Do Egito Chamei meu Filho"

Pois bem, como já indiquei em: "Eckhart Tolle - Pode Haver Libertação no Egito?", postado na minha conta YouTube em 14/02/2011,  as consequências da situação do Egito já estavam claramente delineadas. 

Para ilustrar vou colocar um episódio significativo:

Eu trabalhava numa grande empresa estatal numa época de grandes agitações quando as privatizações estavam em pleno andamento e era grande a apreensão dos empregados.
Ali tinha um amigo totalmente engajado nas manifestações sindicais: organizava as manifestações, subia nos carros de som conclamando "à luta", participava das ações estratégicas, etc. 
Mas esse amigo, ao contrário do que poderia parecer, no trato diário e nas conversas e opiniões políticas e gerais era muito afável, ouvia e aceitava muito os diálogos e ponderações. 
Uma vez numa conversa em um almoço lhe fiz um apanhado da história das reivindicações até as mais radicais como as grandes revoluções e ponderei que depois de um ciclo mais ou menos longo a situação de opressão e sofrimento sempre voltava às vezes num momento futuro mais tecnologicamente sofisticado e, até mesmo por isso, ainda mais opressiva e que, na verdade, essa era a inescapável consequência da limitação fundamental da condição consciencial humana. 
Para minha surpresa o amigo foi aquiescendo com meu ponto de vista e acabei vendo que minha visão da condição limitada e, em última instância, inconsequente dessas ações, sob a ótica do homem e da história, era substancialmente compartilhada por ele. 
Sendo assim lhe perguntei qual a sua motivação em investir tanta energia nessa sua militância se sabia que em última instância nada seria fundamentalmente resolvido. 
E ele então me respondeu, para minha surpresa e para meu maior aprendizado da condição humana: "Quem disse que eu quero resolver, meu prazer é agitar"?  

Recentemente ouvi também isso na palestra que postei de Mathias Stefano sobre o papel, muitas vezes, tão somente demolidor da condição dos jovens índigo: "Matias De Stefano - Ater Tumti - A Herança Universal". 

E assim aprendi que: 
"Para quem se encanta por BUSCAR a pior coisa é ACHAR".



Paulo Azambuja
       

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

"Não sou teu Mestre"

Amigos:


Nesse artigo abordaremos um tema que é central nesse blog qual seja o do Cristianismo do Princípio enquanto Relig-ião e a sua atualidade como fundamento para essa nova era aquariana que se esta desenvolvendo. 


Para tanto vamos tomar como referência a recente visita do Papa Francisco que certamente nos surpreendeu muito favoravelmente com sua postura sacerdotal, íntegra e direta e do qual destacaremos algumas afirmações fundamentais nas quais percebemos uma potencialidade revolucionária que vamos então destacar. 

Primeiro, acredito que para que se possa acompanhar apropriadamente o que vamos abordar, é necessário que sejam lidos os recentes artigos aqui publicados: 


Comecemos destacando do livro Atualidade do Cristianismo Gnóstico que também pode ser visto no Clip: Atualidade do Cristianismo Gnóstico - Introdução 3 o seguinte texto:

“No cristianismo, suas vertentes gnóstico-esotéricas e seus ramos ortodoxos coexistiram nos três primeiros séculos. Essa situação está muito bem desenvolvida no livro da historiadora americana Elaine Pagels (Os Evangelhos Gnósticos). Havia litígios, mas esses permaneciam mais em um nível ideológico de disputa.

Um grande momento dessa coexistência foi o da candidatura a bispo de Roma, no século II, do eminente gnóstico alexandrino Valentino. Valentino entendia que a manifestação exterior da Igreja que estava se instituindo deveria contemplar o aspecto gnóstico, na sua essência, e o aspecto ortodoxo, na sua generalidade (como séculos mais tarde aconteceu com a civilização cátara). E é isto que deve mesmo ser, pois assim se contempla e abarca necessidades de níveis distintos de consciência.

Após a derrota de Valentino, a ortodoxia vitoriosa promoveu um afastamento litigioso do gnosticismo, mas que ainda ficou a um nível de incompatibilidade ideológica. E ficou assim até que a ortodoxia ganhou o poder imperial com a conversão ao cristianismo de Constantino, imperador romano, no sec. IV. A partir de então o que era uma mera divergência, mesmo que acalorada, acabou se transformando numa perseguição cada vez mais sectária e violenta. 

Pierre Authier no sec. XIV pertenceu ao grupo cátaro que remanesceu após o massacre da nação cátara no sec. XI e que também, evidentemente, terminou queimado pela inquisição. Pierre Authier disse: "Há duas Igrejas, uma foge e redime, a outra possui e suga."

Segundo o Evangelho Gnóstico de Tomé, um dos mais significativos achados de Nag Hammadi, lemos no dito 10: "Eu [Jesus] lancei fogo sobre a Terra e eis que vigio até que arda."

Desse modo podemos considerar que esses primeiros dois mil anos de cristianismo foram o de um lançar de fogo sobre a Terra e agora temos que reconhecer que esse fogo está ardendo.

E é esse ardor que esperamos seja o fundamento de um novo paradigma moral, para uma próxima civilização muito mais harmônica, como foi a civilização Cátara. Paulo Azambuja”

Constantino era o Imperador Romano e isso por direito divino como eram sem contestação os imperadores absolutos da antiguidade. 

Devemos ter em conta o significado, para os cristãos, de terem um imperador cristão após três séculos de perseguição. Os símbolos imperiais passam a ser cristãos, as moedas trazem imagens cristãs, a cruz torna-se o grande símbolo do Império.

Os cargos mais altos do governo são confiados somente a cristãos. Os bispos são os principais conselheiros e se desenvolve uma cultura cristã.

A Igreja, livre para a sua missão, se expande pelo Império, multiplica as dioceses, constrói ricas e belas igrejas, embeleza o culto cristão, que também sai empobrecido pela multiplicação de cerimônias e ornamentos como imitação da corte imperial.

Desenvolve-se também uma teologia da pessoa do imperador: assim como Cristo venceu os demônios, o imperador vence os inimigos da verdade; Cristo introduz os homens no reino do Pai e o imperador os introduz na Igreja.

O imperador é o vigário de Deus, Pai na terra, do mesmo modo que Cristo o é no paraíso. Numa palavra, o imperador faz parte do plano de salvação e é instrumento de salvação!

Constantino transfere para o âmbito cristão a ideologia imperial pagã: o imperador pagão “divino” agora passa a ser um representante divino na terra. 

Assim também o culto devocional de Constantino ao Sol Invictus do Mitraísmo determinou o Domingo (Sun day) como o sétimo dia sagrado bem como as influências dos solstícios no calendário litúrgico da igreja destacando-se a escolha do solstício de inverno (25 de dezembro, no calendário atual) como sendo o dia do nascimento de Jesus. 

Pois bem, e isso foi incorporado como fundamento da recém fundada Igreja Romana que nos seus primeiros séculos foi gerida de forma absoluta e incontestável não pelo bispo de Roma ou pelo bispo de Constantinopla mas sim pelo imperador romano. E assim essa igreja surgiu institucionalmente única, universal, católica não por intenção de Jesus ou de Pedro mas tão somente pela força armada do poder “universal” do seu chefe absoluto, o imperador romano. 

Vamos ver agora um texto de Leonardo Boff que definitivamente isso caracteriza: 

“A crise da Igreja como instituição hierárquica tem suas raízes na concentração absoluta de poder na pessoa do Papa, o poder exercido de modo absolutista, longe de qualquer participação dos cristãos e uma fonte de obstáculos praticamente intransponíveis para o diálogo ecumênico com outras igrejas.

No começo não era assim. A igreja era uma comunidade de irmãos. 

Nos primórdios da Igreja Romana, Constantino o imperador romano foi o seu Sumo Pontífice, e não o bispo de Roma ou o de Constantinopla, as duas capitais do império. E assim foi o Imperador Constantino que convocou o primeiro concílio ecumênico em Nicéia (325), para decidir, sobre sua soberana influência, a questão da divindade de Cristo.

E mais uma vez, no século VI foi o imperador Justiniano, que integrou o Oriente e o Ocidente, as duas partes do império, reivindicando para si a primazia da lei e não ao bispo de Roma. No entanto, devido ao fato de que Roma sediava os túmulos de Pedro e Paulo, a Igreja Romana gozava de prestígio especial, com o seu bispo, antes dos outros, exercendo o "serviço de Pedro" para confirmar os seus irmãos na fé, mas não a primazia de Pedro no comando.

Tudo muda com o Papa Leão I (440-461), jurista e estadista. Ele copia a forma romana de poder que se expressa no absolutismo e autoritarismo do imperador e começa a interpretar, em termos estritamente legais, os três textos do Novo Testamento que se referem ao primado de Pedro: Pedro como a rocha sobre a qual iria construir a Igreja (Mt 16,8) Pedro, que confortou os seus irmãos na fé (cf. Lc 22,32), e Pedro como pastor que tem que cuidar das ovelhas (João 21,15).

O sentido bíblico passa então a tomar a direção oposta ao seu sentido original que era o da sucessão do primado de Pedro pelo serviço, pelo amor e pela renúncia de toda a honra. Agora, a interpretação dos textos passa a ser assumida à luz do direito romano absolutista. E foi assim que Leão I levou o título do Papa como o Sumo Pontífice num sentido que persiste até hoje.

Posteriormente os outros papas começaram a usar a insígnia imperial, a roupa roxa, armas, trono de ouro, estolas pastorais, pálio e mozeta, assim como proliferou a criação de edifícios de tribunais, roupas pomposas, palácios luxuosos para os cardeais e bispos. E isso escandalizou muitos cristãos que leem nos evangelhos que Jesus era um pobre trabalhador sem frescura. 

Então, acaba ficando claro que os líderes estão mais perto do palácio de Herodes, do que do berço de Belém.

Mas há um fenômeno que achamos mais difícil de entender: no afã de legitimar esse processamento para garantir o poder absoluto do Papa, eles produzem documentos falsos, tais como:

A elaboração de uma suposta carta do Papa Clemente (+ 96), o sucessor de Pedro, em Roma, dirigida a Tiago, irmão do Senhor, o grande pastor de Jerusalém, no qual ele diz que Pedro, antes de morrer, havia decidido que ele, Clemente, faria o seu único sucessor legítimo e que isso se estenderia aos outros que viriam depois.

Uma falsificação ainda maior foi a “Doação de Constantino”, um documento fabricado na época de Leão I, que afirma que Constantinopla foi dada como um presente para o Papa de Roma durante o Império Romano.

Mais tarde, em disputas com os reis francos, foi criado outro grande falso decreto: a “Falsificação de Isidoro”.

Tudo isso se juntou a outros documentos e cartas forjadas, vindos desde os primeiros séculos, para reforçar e legitimar a primazia jurídica do Papa de Roma.

Tudo culmina com o Código de Graziano (XIII), que é considerada a base da lei canônica, mas que foi baseado em falsificações e regras que fortaleceram o poder central de Roma além dos cânones verdadeiros que circulavam nas igrejas.

Obviamente tudo isso foi posteriormente desmascarado, mas sem resultar em qualquer modificação no absolutismo dos Papas. 

Isso é lamentável, mas um cristão adulto precisa conhecer as armadilhas e as elaborações usadas ​​para articular um poder que se choca com os ideais de Jesus e o encanto da mensagem cristã.

Como resultado, há um crescimento no poder dos Papas. Gregório VII (+ 1085) em seu “Papae Dictatus” (ditadura do Papa) declarou-se o Senhor absoluto da Igreja e do mundo; Inocêncio III (+ 1216) é anunciado como o vigário e representante de Cristo, e finalmente Inocêncio IV (+ 1.254) coloca-se como representante de Deus e sob Pio IX, em 1.870, o Papa é declarado infalível em matéria de doutrina e moral.

Curiosamente, todos estes excessos nunca foram recolhidos ou corrigidos pela hierarquia da Igreja, porque isso lhes traz benefícios. Continuam a aplica-los como uma pedra de tropeço para aqueles que ainda acreditam em um Nazareno, pobre, humilde artesão e camponês mediterrâneo, perseguido e condenado à morte na cruz e que se levantou contra qualquer exercício de poder, mesmo dentro da Igreja dos fariseus de sua época. Leonardo Boff”.

E isso persiste até hoje como no documento de agosto de 2000 em que o papa João Paulo II promulga um texto elaborado pelos Card. Joseph Ratzinger, depois papa Bento XIV e Card. Tarcisio Bertoneme, hoje secretário de estado do Vaticano. 

Esse texto, Dominus Iesus, diz em seu artigo 16:

“Quanto à unicidade e a universalidade da mediação salvífica de Jesus Cristo, deve-se crer firmemente como verdade de Fé católica a unicidade da Igreja por Ele fundada. 

Como existe um só Cristo, também existe um só seu Corpo e uma só sua esposa: uma só Igreja Católica e apostólica"...

Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja Católica: Esta é a única Igreja de Cristo.”

Debaixo desses mais de 1500 anos de totalitarismo, como de resto acontece com todo o poder absoluto fortemente manifestado, a Igreja Católica Romana cometeu sucessivos graves desvios: corrupção, massacres, acobertamentos... cujos bem divulgados descalabros éticos e morais se estendem até o sec. XXI. 

Para ilustrar o arraigamento desses desvios na cultura e teologia atual da igreja, vemos como a odiosa Inquisição com seus processos de tortura e tantas outras aberrações ainda assim encontrou uma recente tentativa de justificativa e valor nas palavras de Ratzinguer (depois Bento XIV) como mostra esse texto: Declaração de Bento XVI Sobre a Inquisição

Toda essa milenar acumulação de erros tem como pedra de sustentação a farsa histórica e teológica da atribuição da infalibilidade da autoridade do papa que dá à Igreja de Roma, aos olhos místicos dos fiéis assustados, a posse das chaves de São Pedro que abrem ou fecham definitivamente (pois nem o recurso de uma reencarnação lhes é concedido) as portas da salvação e que assim retira do buscador anelante uma das mais belas prerrogativas da essência do cristianismo original que é a da total  liberdade sem medo de busca sincera, direta (mesmo que claudicante e errante), a partir do coração do homem anelante ao coração cósmico e sagrado do Cristo do Princípio, aquele que era, é e será - o único e legítimo intermediador: "Ninguém vai ao Pai senão por Mim." 

Essa é também, como diz Boff, a fonte de obstáculos praticamente intransponíveis para o diálogo ecumênico com outras igrejas.

Sem esse dogma forjado a história desses dois mil anos da expansão do cristianismo, construtor de toda a nossa cultura, seria bem diferente, seria certamente bem mais “Cátara” e as implicações positivas seriam inigualáveis.

Posto isso chegamos agora às seguintes recentes declarações do papa Francisco no Rio de Janeiro:

1- “Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?" (entrevista na volta do Rio a Roma) 

2- “Qual o problema? A sua bênção vale tanto quanto a minha.” (no Sumaré - Rio, respondendo a um padre que lhe pedia para benzer uma imagem de N.Sra.)

Naturalmente o fato de se referir à questão gay foi o que causou mais impacto, mas o verdadeiramente revolucionário dessas declarações é que o sentido do que realmente foi dito - pelo próprio papa (e não por nenhum “herege” gnóstico) foi que: 

1- “Quem é o papa para julgar a busca autêntica e de boa vontade de uma alma anelante à Deus?”

2- “Sua benção pode valer tanto quanto a do papa”. 

O Papa assim, inequivocamente, declara que não é o intermediador absoluto entre o fiel e Deus. 

E então, no espírito da autêntica força e pureza do cristianismo do princípio, o papa só faz repetir o que já estava em João 14, 12-14: "Quem crê em mim fará as obras que eu faço e até maiores porque eu vou ao Pai. E tudo quanto pedires ao Pai em meu nome eu o farei para que o Pai seja glorificado. Se me pedires alguma coisa em meu nome, eu o farei.” 

E isso foi muito surpreendente, promissor e radicalmente revolucionário.

Mas veja: ainda só potencialmente. Pois, não subestimemos a viciada e dissimulada engrenagem que, praticamente intocada e talvez mesmo intocável, engendra toda a cena por traz disso tudo por milênios - a cúria romana, o Vaticano! Com alguma imaginação e com a sua histórica habilidade dissimulatória, ela vai tentar e , se tiver espaço, saberá como, suavemente, distorcer e anular tudo isso. [ *  - Veja referência no fim dessa postagem] 

Mas mesmo assim fica nisso mais do que só uma esperança, mas mesmo uma perspectiva bem aquariana para os muitos milhões de homens de boa vontade psíquica que, como vimos representados nos jovens no Rio, clamam por uma autêntica manifestação dos fundamentos crísticos amplos, abrangentes, universais não sectários a serem revividos em seus corações.

E assim os cristãos puros de intenções, quer sejam pneumáticos ou psíquicos quer compartilhando, divergindo ou reformulando suas mútuas percepções e buscas do coração sobre o mistério de sua fé, conviverão de novo na liberdade dos primeiros séculos e reproduzirão certamente, agora em uma mais profunda espiral aquariana a grande Nação Cátara como descrita por Manuel Porcano em: A Nação Cátara - O Reino Esquecido: 

“A Ocitânia que era oriunda da cultura latina aberta ao mediterrâneo, à península ibérica e à península arábica se converteu, no novo século (XIV), em um centro muito dinâmico entremeando o mais ativo da cultura romana num país no qual o movimento cultural se tornou em uma sociedade de troca, em um processo de interesse pela busca filosófica e em um exemplo raro de tolerância na época medieval na qual se tinha os muçulmanos praticando sua religião, os ortodoxos bizantinos em Montelier, as sinagogas abertas em Narbone e Toulouse e, como havia um imenso contingente grego no mediterrâneo, a Ocitânia se tornou aberta à democracia onde qualquer um discutia com quem quisesse o que quer que pensasse. 

E assim não foi por acaso que o amor oriundo dos árabes transpirava no amor romântico dos trovadores.

E não foi por acaso que conheciam a cabala dos judeus e não foi por acaso que seus cristãos propuseram e discutiram um modelo de Igreja diferente - aquele dos “bons homens” [cátaros] àquele da igreja católica. É concedida a liberdade de pensamento, a concórdia, o exercício do debate que durante esses séculos de ignorância e obscurantismo puderam permanecer na Ocitânia como uma sua grande protagonista. Manuel Porcano” 

E por fim ficamos com o Evangelho Gnóstico de Tomé [13] no qual temos não mais o papa, mas o próprio Jesus que diante da busca autêntica e de boa vontade de seu discípulo Tomé, lhe diz: 

"Não sou teu Mestre. Porque bebeste na fonte borbulhante que fiz brotar e te tornaste ébrio."

[*] Não se fez esperar: Alguns dias depois de ter publicado essa postagem veja a postagem do blog "Vindo dos Pampas" de 6/8/2013: "Começou a guerra contra o papa Francisco"  

Paulo Azambuja