domingo, 29 de julho de 2018

É ISSO MESMO, SÓ QUE...


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Mas a questão fundamental é: como construir este Novo Mundo com os velhos (não estou falando de idade cronológica) homens, com seus velhos hábitos, suas velhas ideologias, suas velhas quimeras e principalmente: COM SUA VELHA CONSCIÊNCIA (ou se preferir: sua velha alma)?

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Pepe Mojica é um respeitado político, pensador e idealista uruguaio que foi prisioneiro por muitos anos da ditadura militar dos anos 70 e recentemente presidiu a república do Uruguai.
É com alegria que vemos como muitos desses “homens de boa vontade” oriundos de diversas ideologias e religiões vem convergindo para essa antiga percepção gnóstico-cátara de um “NOVO MUNDO”.
Ao chegarem a essa percepção, no entanto, serão questionados, principalmente sendo homens públicos, como se poderá realizar tal objetivo.
E quando amadurecerem o suficiente se depararão com o grande impasse de como construí-la com os velhos homens, com seus velhos hábitos, suas velhas ideologias, suas velhas ilusões e, principalmente: COM SUA VELHA CONSCIÊNCIA (ou se preferir: sua velha alma)?
E aí não conseguirão mais aceitar as velhas quimeras e acabarão verificando que só com uma preparação acima da horizontalidade dos seus caducos sistemas políticos e ideológicos; a solução estará numa preparação VERTICAL.
Essa é a proposta Catara que NÃO É NENHUMA QUIMERA, pois já logrou construir no sec. XII por mais de duzentos anos na região dos Pirineus ocidentais (sul da França e norte da Espanha) esta OUTRA CIVILIZAÇÃO.
Tão revolucionariamente NOVA que exigiu das grande forças do mundo ali estabelecidas (igreja romana e rei francês) a realização de uma ação militar exterminadora, "a cruzada contra os cátaros" que foi a única cruzada estabelecida contra também cristãos.
Mas essa proposta como tudo o que é VERDADE e SAGRADO não pode ser extinta e assim está se cumprindo a profecia de Guillaume Bélibaste que em 1321 foi o último perfecto cátaro queimado pela Inquisicão. A profecia de Belibastes dizia "Dentro de 700 anos o laurel reverdecerá". Atualmente na Catalúnia Espanha os 'Cátaros XXI' sob a força transformadora da Igreja Branca liderada pelo enviado perfecto Juan de San Grial novamente reverdeceu. Está ativa e à disposição daqueles que quiserem como pioneiros lançar os fundamentos dessa Nova THEOHUMANIDADE e desse novo THEOMUNDO.
Paulo Azambuja

sábado, 28 de julho de 2018

DECLARAÇÃO DO ESTADO RACIAL - MAIS UMA ETAPA DA DOMINAÇÃO SIONISTA






Enquanto Você não Liga  
Na verdade isso é só mais um passo de um projeto sionista anunciado há muito e desenvolvido às vistas de quem quiser ver (mas, para conforto deles, quem quer?). E mais, não é um plano somente de conquista de bens materiais (os bens materiais assim como o controle do dinheiro do mundo entram só como um meio); é um projeto de DOMINAÇÃO ASTRAL AOS GENTIOS (goyim) pelas forças cósmicas do deus de Israel – Jeovah, que assim se nutre desse “gado”, para sua artificial "eternidade", de nossas forças-alma num projeto que vem se construindo desde o início de nossa era (siga o velho testamento). 
Como são forças dominadoras cujo poder transcende nossos meios comuns, elas podem atuar fundamentalmente na manipulação da consciência humana produzindo eventos em uma história real (como o de 11 de setembro) que não é percebida nem reconhecida nem contada pela maioria absoluta dos personagens humanos que preferem atuar nessa falsa e conveniente história fabricada por eles. Essa "pedra foi cantada" sempre de forma explícita (inclusive no Torá e no Talmud) pois tal era e é a confiança da sua inacessibilidade consciencial pelos goym, cada vez mais zumbificados.

Há pouco tempo esse texto seria intragável, mas agora e cada vez mais precisa ser explicitado. Em "comemoração" a essa conquista definitiva da Palestina exibi ontem o poster comentado que vai a seguir. 


1-PROTOCOLO DOS SÁBIOS DE SIÃO - UM RESUMO

[Paulo Azambuja: Acredito que o mínimo que podemos fazer aqui "sentados" frente ao massacre palestino é nos informarmos profundamente dos propósitos de seus algozes sionistas. Até porque o que ocorreu até agora é apenas o princípio. Quanto à autenticidade dos Protocolos, questionada no passado, os próprios fatos do presente a atestam incontestavelmente]

UM RESUMO

No dia 8 de Maio de 1920 o então prestigioso jornal londrino The Times publicou o seguinte resumo do famoso plano de dominação mundial, baseado na primeira edição dos Protocolos dos Sábios de Sião que se encontra catalogada desde 1906 no Museu Britânico, sob o código 3926d17.

Eis o resumo do "The Times" de 1920

Primeiro:
Existiram e continuam existindo, desde há muitos séculos, organizações secretas políticas judaicas;

Segundo:
O espírito destas organizações está fundamentado num ódio tradicional e eterno à cristandade e a uma ambição titânica de dominar o mundo;

Terceiro:
O objetivo perseguido através dos séculos é a destruição dos Estados nacionais e sua substituição pelo domínio judaico internacional;

Quarto:
O método empregado para enfraquecer e destruir os agrupamentos políticos existentes consiste em introduzir ideias dissolventes com uma força destrutiva cuidadosamente dosada e progressiva e que vai desde o liberalismo ao radicalismo, do socialismo ao comunismo, chegando até a anarquia, com o aumento dos princípios igualitários. Durante este período os judeus permanecerão protegidos contra essas doutrinas destruidoras: “Nós promoveremos o liberalismo para os gentios (goiym = não-judeus), porém, por outro lado, manteremos nossa Nação sob um domínio absoluto. Do fundo do abismo da anarquia em que o mundo será jogado e como resposta às lamentações da Humanidade enlouquecida, esta só obterá a lógica fria, sábia e tirânica de um Governo do ‘Rei da raça de Davi’, que aparecerá a seu devido tempo”;

Quinto:
Os dogmas políticos estabelecidos e desenvolvidos pela Europa cristã, a ciência do homem de Estado e do político democrata se encontram ao mesmo nível do desprezo que dele têm os Sábios de Sião. Para eles a ciência de Estado é uma arte secreta de ordem superior, que se adquire unicamente através de um treinamento tradicional somente comunicado a um reduzido número de eleitos no refúgio de algum santuário oculto.
Os problemas políticos não são de natureza a serem deixados ao alcance do homem comum; os únicos que podem compreende-lo são, como já afirmamos, os chefes que vêm dirigindo estes assuntos durante vários séculos”;

Sexto:
Segundo esta concepção da arte política, as massas são como rebanhos de gado e os políticos que dirigem os gentios, “adventícios saídos da revolta, incompetentes e cegos”; são como marionetes cujas cordas são manejadas pelas mãos ocultas dos Sábios de Sião.
Estes bonecos são, em geral, pessoas corrompidas e quase sempre incapazes, que cedem facilmente à adulação ou às ameaças e se submetem por medo a chantagens, trabalhando em benefício do domínio judaico sem nem se dar conta disso;

Sétimo:
A imprensa, o teatro (hoje cinema, televisão, rádio, arte, musica pop), a bolsa de valores, a ciência, as próprias leis e a justiça, se encontram nas mãos dos que possuem o ouro. Dispõem dos meios para que se produza a confusão, o caos na opinião pública, a desmoralização da juventude, o estímulo dos vícios entre os adultos e, caso seja necessário, sabem fazer prosperar entre os gentios, em vez das aspirações idealistas da civilização cristã, a cobiça pelo dinheiro, acrescentando neles o ceticismo materialista e o cínico apetite pelo prazer.

DESTAQUE DE ALGUNS PROTOCOLOS

- O judeu e Jeová são o mesmo e único ser. O povo hebreu é o Deus vivo, o Deus encarnado. Os outros homens só existem para nos servir. São bestas, pequenos animais.
- Somos os eleitos de Deus. Somos invulneráveis.
- Manutenção da nossa unidade histórica, racial, psicológica, predomínio sobre as demais nações por eles degeneradas.
- A liberdade é o direito de fazer o que a lei permite. E a lei só permitirá o que nos interessa.
- A política nada tem a ver com a moral.
- A honestidade e a sinceridade são um mau vício em política.
- Hipocrisia e força são essenciais.
- Para alcançar uma posição é necessário muito dinheiro e este está em nossas mãos.
- Nossa imprensa promoverá e dominará os governos e os denunciaremos sem o mínimo escrúpulo para desacredita-los, caso se rebelem contra nós.
- Se dará a paz ao mundo somente se acatarem nossas leis.
- Distrair o público com uma infinidade de espetáculos, eventos e fraseologia insensata que pareça
progressista ou liberal.
- O fim justifica os meios.
- Contra o inimigo não é imoral valer-se de todos os meios para vencê-lo.
- O número de vítimas não é importante para atingirmos nossa causa.
- Possuímos todo o ouro do mundo.
- Todos os gentios (não-judeus, goiym) dependem de nós.
- Jamais permitiremos aos gentios participar do nosso poder.
- O proletariado não receberá mais do que migalhas como recompensa ao voto que dá ao nosso agente.
- O direito reside na força.
- Todos temos que morrer. É preferível antecipar a morte daqueles que atrapalham nossa causa.

2-A PALESTINA FOI TOMADA PELOS SIONISTAS

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É impressionante o "constrangimento" das pessoas em falar sobre isso. Quando tento abrir o espaço para uma abordagem sobre esse vil holocausto, tão fundamental para o futuro da humanidade, me sinto claramente como que se o inconveniente fosse eu!
Me parece que esse embotamento coletivo é a maior conquista das forças que deram fundamento a essa "vitória". E com esse incentivo vão dar mais celeremente os próximos passos de seu plano de conquista mundial. (próximo passo: conquista da al-Aqsa)
Mas, para meu alento, há pessoas muito significativas que soltam a voz e fica mais difícil achá-las inconvenientes. Eis algumas delas; e me sinto falando através delas. Que mais posso fazer?
FICA O REGISTRO
 

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 Ah sim! Mas há alguns conscientes: 

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 Paulo Azambuja

segunda-feira, 23 de julho de 2018

O IDEALISMO HORIZONTAL


 Começo com um breve extrato do meu livro "Atualidade do Cristianismo Gnóstico - 2008"

Limites:

A humanidade e cada indivíduo da humanidade perdeu a sua capa moral. Todo o indivíduo, toda a sociedade, toda a cultura, precisa se basear numa capa moral. Sabemos que toda a capa moral é relativa, é transitória, é de alguma forma paliativa, mas é imensamente necessária para se construir alguma coisa. O sistema de crença materialista reducionista, não só contribuiu para destruir a capa moral que havia, como também não foi capaz de substituí-la por outra capa moral.
Essa é uma das características que nos leva ao que aqui chamamos de Limites.
Portanto, resta o vazio! E esse vazio explode em exacerbações: nos vícios, na ganância desmesurada, na hiperatividade física sensual, etc. Esse vazio moral é agora uma crise planetária, pois o sistema de crença ocidental materialista logrou, principalmente via globalização das comunicações, exportá-lo mundialmente.
Isso, portanto, nos leva ao diagnóstico que buscávamos: Estamos numa crise de limite de consciência. Nossa crise é uma crise de consciência! Tudo o mais são os sintomas dessa crise.
E não se soluciona crise de consciência deteriorada por essa própria velha consciência em crise; assim, não se põe vinho novo em odres velhos; porque os odres rompem, o vinho entorna e assim se perdem os dois. 

O Evangelho Gnóstico de Tomé, considerado pela maioria dos acadêmicos como o texto mais antigos do cristianismo, trazendo provavelmente ditos recolhidos diretamente de preleções de Jesus aos seus discípulos, é também aquele que mais se adequa às genuínas necessidades espirituais da atualidade. Esse profundo e adequado alfa e ômega do cristianismo gnóstico bem se caracteriza pelo dito 10 colocado na capa de nosso livro e que diz:

“Eu joguei fogo sobre a terra e eis que vigio até que arda”.

E esse fogo agora já arde. É hora, portanto, de pararmos de brincar com ele.
Como diz o gnóstico atual Stephan Hoeller:

“Esse é o tempo em que a Gnósis - o reconhecimento do Verdadeiro Divino - não é mais um luxo, mas uma necessidade absoluta”.

Rio de Janeiro, 4/10/2009
Paulo Azambuja


***
Vamos então a
UM DIÁLOGO COM UMA AMIGA QUE VALE A PENA LER E COMPARTILHAR

Amiga: O que é idealismo da horizontalidade?...e o que é a saída ? Por favor, pode explicar?

Paulo Azambuja: Os modelos e valores pelos quais nossa sociedade foi construída agora se esgotaram e chegamos ao limite de suas possibilidades como "Homo Sapiens". Sendo assim, todas as soluções que sejam buscadas neste modelo serão inócuas, constituindo-se em um "idealismo da mesmisse" ou como o chamei "idealismo horizontalizado".
Coloco isso como uma posição minha esperando assim provocar uma reflexão que na verdade é bastante incômoda e que só pelo acelerado desdobramento dos acontecimentos demolidores, por fim, farão com que muitos encarem tal situação.
Quanto a "explicar" a saída lembro que tanto a meu Facebook como um blog que tenho desde 2008 (chamado "Atualidade do Cristianismo Gnóstico" e no pequeno livro com esse título que então editei) que pelo seu próprio nome, nunca teve na política seu objetivo fundamental e sim apontar a necessidade premente da transformação consciencial do homem, sem o que nada mais, principalmente nos tempos atuais de limite, vai funcionar.
Todas as mitologias profundas de toda a história da humanidade desde o mais antigo épico védico o "Bagavad Gita" até o Gnosticismo Cristão original apontam exatamente isso e dão a solução para isso. Só que essa solução por transcender a horizontalidade do nosso estado de consciência atual e transcender todo o mundo que construímos ética e civilizatoriamente com este velho e esgotado estado é categoricamente rejeitada quer pelo indivíduo quer pela sociedade e principalmente pelas guardiães supremas dessa civilização decaída, as instituições políticas e religiosas, gerando inclusive violentas carnificinas contra grupos de soluções que lograram em alguns breves momentos estabelecer sociedades "verticais" transformadoras (veja a história do catarismo na idade média e sua repressão pela igreja papal romana e pelo monarca frances). Tudo o que compartilho visa mostrar isso.
 

Amiga:  E sociedades verticais como começariam sua estrutura de maneira vertical?...como vc vê isso?

Paulo Azambuja: Começariam a partir do indivíduo, com uma catarse completa de cada ser humano que e assim vai se re-ligando às forças cósmicas puras libertadoras (verticais). O indivíduo - Catarse, encontra-se com o Supra Cósmico puro e transformador.

Amiga: Geralmente, a sociedade demora uma década para mudar um paradigma...então...o principal paradigma a ser mudado é o TEMPO SOCIAL...pois, certamente, todo o velho entrópico tem que ser limpo e recomeçado...pois todo modelo não serve mais... ele já é completamente insatisfatório! TEMPO...

Paulo Azambuja: Veja a história do catarismo. Foi uma história civilizatória vertical real que, embora pouco divulgada, ilustra a possibilidade concreta disso acontecer. Se assim não fosse eu estaria simplesmente propondo substituir uma quimera inócua de idealismo horizontal por outra também inócua de idealismo vertical. Mas a história Catara (não foi a única, houve outras civilizações verticais ainda menos conhecidas) mostra a sua realidade e exequibilidade. Quanto ao TEMPO lembre-se que tudo está acelerado, como diziam os Maias (que em algum momento de sua história também constituíram tais civilizações) estamos no “Tempo do Não Tempo”.

Amiga: Me diz?...como é possível haver mudanças se as pessoas não tem tempo de ver...tempo de perceber...tempo de aprender...tempo de querer...? Não é só o tempo cronológico...é o TEMPO DE VIDA...

Paulo Azambuja: PELA RUTURA, ESGOTAMENTO EXISTENCIAL DEFINITIVO, APOCALIPSE PESSOAL E MUNDIAL!!

Amiga: Por exemplo... eu só posso aprender de você se eu estiver no mesmo tempo que você...que tem a ver com o RITMO ...o ritmo do meu ser tem que estar no seu ritmo , senão não nos encontramos nunca.... não haverá COMUNICAÇÃO.
As pessoas nem percebem que as outras tem ritmos diferentes, que as coisas da vida estão em velocidades diferentes....pois não tem percepção de TEMPO DO OUTRO.
Momentun... não ha tempo nem pra percebermos nosso próprio tempo.
Se não houver uma consciência deste tempo não conseguiremos parar para fazer algo novo...e vai continuar a fluir como tudo esta fluindo.
Eu te agradeço a conversa...verei o que sugeriu!

Paulo Azambuja: O que me ocorre ilustrar sobre isso é quando estamos por exemplo dirigindo na estrada, ouvindo tranquilamente o rádio, pensando no que vamos fazer hoje e perfeitamente ligados ao nosso estado de consciência corrente. Mas, eis que de repente, surge um caminhão na contramão diretamente em nossa direção... A partir de então entramos no estado de Limite e todas as nossas ações não mais atendem aos padrões comportamentais, concienciais e temporais correntes e usuais dos minutos anteriores. Assim é nesse estado alterado que ou nos salvaremos do "desastre" ou pereceremos; - PURA AÇÃO - sem que nos segundos alterados tivéssemos "tempo" para nenhuma elaboração de nossa racionalidade corrente.

Amiga: Sim...nosso Cérebro Reptiliano é o maravilhoso dispositivo que faz isto! ...mas ele só serve pra nos proteger... e não serve, em nada para nos MUDAR.
Se me permite sugerir algo também....
O Físico GARNIER MALET diz que sua teoria tem algo VITAL e é verdade...e tem a ver com um tempo especial do qual podemos ter...Dá uma olhada na sua TEORIA DO DESDOBRAMENTO DO TEMPO.
 

Paulo Azambuja: Sim, o meu exemplo foi apenas uma ilustração buscando analogias e no contexto que coloquei é realmente uma ação reptiliana. Mas há um estado de limite que ao invés da súbita mudança nos levar ao estado reptiliano nos leva a um COMPLETAMENTE outro estado alterado de consciência, o da "Consciência do Coração"; e aqui está a chave da mudança fundamental para uma transformação VERTICAL.
Um grande abraço amiga, grato por essa importante conversa, vou divulgá-la em minha Linha de Tempo.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

ORIGENS E CONSEQUENCIAS DO SIONISMO






Aqui traduzo e ilustro este importante artigo do jornalista


ORIGENS E CONSEQUENCIAS DO SIONISMO

Em meio ao século XVII, os calvinistas britânicos agruparam-se em torno de Oliver Cromwell e puseram em causa a fé e a hierarquia do regime. Depois de terem derrubado a monarquia anglicana, o «Lorde protetor» pretendeu permitir ao povo inglês conseguir a pureza moral necessária para atravessar uma tribulação de 7 anos, acolher o retorno de Cristo, e viver pacificamente com ele durante 1.000 anos (o «Milênio»). Para conseguir realizar isto, segundo a sua interpretação da Bíblia, os israelitas deviam ser dispersos pelos confins da terra, depois reagrupados na Palestina e aí reconstruir o templo de Salomão. Nesta base, ele instaurou um regime puritano, levantou em 1656 a interdição posta aos israelitas de se instalarem em Inglaterra, e anunciou que o seu país se comprometia a criar, na Palestina, o Estado de Israel. 

Tendo a seita de Cromwell sido, por seu turno, derrubada no final da «Primeira Guerra civil inglesa», os seus partidários mortos ou exilados, e a monarquia anglicana restabelecida, o sionismo (quer dizer o projeto de criação de um Estado para os israelitas) foi abandonado. Ele ressurgiu no século XVIII com a «Segunda Guerra civil inglesa», (segundo a nomenclatura dos manuais de História do secundário no Reino-Unido), que o resto do mundo conhece como a «guerra de independência dos Estados-Unidos» (1775-83). Contrariamente a uma ideia estabelecida, esta não foi uma ação empreendida em nome do ideal das Luzes, que animou alguns anos mais tarde a Revolução francesa, mas sim financiada pelo rei de França e encetada por motivos religiosos ao grito de «o Nosso Rei, é Jesus!».



George Washington, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin [maçons americanos], para citar apenas estes, apresentaram-se como os sucessores dos partidários exilados de Oliver Cromwell. Os Estados-Unidos retomaram, pois, logicamente o seu projeto sionista.

Em 1868, em Inglaterra, a rainha Victoria designou como Primeiro-ministro, o judeu Benjamin Disraeli. Este propôs-lhe conceder alguns direitos aos descendentes dos partidários de Cromwell, de maneira a poder apoiar-se sobre todo o povo para estender o poder da Coroa no mundo. Sobretudo, propôs aliar-se à diáspora judia para conduzir uma política imperialista da qual ela seria a guarda-avançada. Em 1878, ele fez inscrever «a restauração de Israel» na ordem do dia do Congresso de Berlim sobre a nova partilha do mundo.

É sobre esta base sionista que o Reino-Unido restabelece as boas relações com as suas antigas colonias tornadas Estados-Unidos, no seguimento da «Terceira Guerra civil inglesa» —conhecida nos Estados-Unidos como a «guerra civil americana», e na Europa continental como a «guerra de Secessão» (1861-65)— que viu a vitória dos sucessores dos partidários de Cromwell, os WASP (White Anglo-Saxon Puritans- inglês para: «Brancos Anglo-Saxónicos Puritanos») . Uma vez mais, ainda, é erradamente que se fala deste conflito como uma luta contra a escravatura quando 5 Estados do Norte a mantinham, na altura, também.

Até quase ao final do século XIX o sionismo é, pois, apenas um projeto puritano anglo-saxônico, ao qual só uma elite judia adere. Ele é fortemente condenado pelos rabinos, que interpretam a Torá como uma alegoria e não como um plano político.

Entre as consequências atuais desses fatos históricos, temos de admitir que se o sionismo visava a criação de um Estado para os israelitas, ele é também o fundamento da existência dos Estados Unidos. Portanto, a questão de se saber se as decisões políticas, de conjunto, são tomadas em Washington ou em Telavive tem apenas um interesse relativo. É a mesma ideologia que está no poder em ambos os países. Além disso, tendo o sionismo permitido a reconciliação entre Londres e Washington, colocá-lo em causa é o mesmo que atacar esta aliança, a mais poderosa do mundo.

A adesão do povo judaico ao sionismo anglo-saxão

Na historiografia oficial de hoje, costuma-se ignorar o período dos XVII-XIX séculos e apresentar Theodor Herzl como o fundador do sionismo. Ora, de acordo com publicações internas da Organização Sionista Mundial, este ponto é igualmente falso.

Reverendo William E. Blackstone
Cristão Dispensionalista
Ideólogo do sionismo moderno. 
O verdadeiro fundador do sionismo moderno não era judeu, mas cristão dispensionalista. O reverendo William E. Blackstone foi um pregador americano, para quem os verdadeiros cristãos não teriam de passar pelas provações no final dos tempos. Ele pregou que estes seriam levados para o céu durante a batalha final (a «ascensão da Igreja», em Inglês «the rapture»). Na sua opinião, os judeus travariam esta batalha e sairiam dela, ao mesmo tempo, convertidos a Cristo e vitoriosos.

Foi a teologia do reverendo Blackstone, que serviu de base ao apoio incondicional de Washington para a criação de Israel. E, isso, muito antes do AIPAC (o lóbi pró-Israel) ter sido criado e ter tomado o controlo do Congresso. Na realidade, o poder do lóbi não resulta tanto do seu dinheiro e da sua capacidade de financiar campanhas eleitorais, mas mais desta ideologia sempre presente nos EUA.

A Teologia do arrebatamento por muito estúpida que possa parecer é, hoje em dia, muito poderosa nos Estados Unidos. Ela representa um fenômeno na literatura e no cinema (veja-se o filme Left Behind, com Nicolas Cage).

Theodor Herzl era um admirador do magnata dos diamantes Cecil Rhodes, o teórico do imperialismo britânico e fundador da África do Sul, da Rodésia (à qual deu o seu nome) e da Zâmbia (ex-Rodésia do Norte). Herzl não era judeu (no sentido em que não praticava a fé do judaísmo), e não havia circuncidado o seu filho. Ateu, como muitos burgueses europeus do seu tempo, ele preconizou primeiro a assimilação dos judeus por conversão ao cristianismo. No entanto, retomando a teoria de Benjamin Disraeli, ele chegou à conclusão que a melhor solução era envolvê-los no colonialismo britânico, criando um Estado judaico na atual Uganda ou na Argentina. Ele seguiu o exemplo de Rhodes quanto à compra de terras e na criação da Agência Judaica.

Blackstone conseguiu convencer Herzl a juntar as preocupações dos dispensionalistas às dos colonialistas. Bastava, para isso, encarar a criação de Israel na Palestina e multiplicar as referências bíblicas a propósito. Graças a esta ideia bastante simples, eles conseguiram fazer aderir a maioria dos judeus europeus ao seu projeto. Hoje, Herzl está enterrado em Israel (no Monte Herzl), e o Estado colocou no seu caixão A Bíblia anotada que Blackstone lhe havia dado.

O sionismo nunca teve, pois, como objetivo «salvar o povo judeu, dando- lhe um lar», mas sim fazer triunfar o imperialismo anglo-saxônico envolvendo nisso os israelitas. Além disso, não só o sionismo não é um produto da cultura judaica(no sentido de fé, tradições, costumes etc..), como a maioria dos sionistas nunca foi judaica, enquanto a maioria dos israelitas sionistas não são judeus. As referências bíblicas omnipresentes no discurso oficialista israelense, não refletem o pensamento da parte crente do país e são destinadas, acima de tudo, a convencer a população dos EUA.

O pacto anglo-saxão para a criação de Israel na Palestina

A decisão de criar um Estado judaico na Palestina foi tomada em conjunto pelos governos britânico e norte-americano. Ela foi negociada pelo primeiro juiz judaico no Supremo Tribunal dos Estados Unidos, Louis Brandeis, sob os auspícios do reverendo Blackstone e foi aprovada tanto pelo presidente Woodrow Wilson, como pelo primeiro-ministro David Lloyd George, na esteira dos acordos franco-britânicos Sykes-Picot de partilha do «Oriente Próximo». Este acordo foi sendo progressivamente revelado ao público.

O futuro Secretário de Estado para as Colonias, Leo Amery, foi encarregado de enquadrar os antigos membros do «Zion Mule Corps» (Corpo sionista de transporte com mulas) para criar, com dois agentes britânicos Ze’ev Jabotinsky e Chaim Weizmann, a «Legião Judaica» no seio do exército britânico.

O ministro das Relações Exteriores(Negócios Estrangeiros), Lord Balfour, enviou uma carta aberta a Lord Walter Rothschild comprometendo-se a criar um «lar nacional judaico» na Palestina (2 de novembro de 1917). O presidente Wilson incluiu entre os seus objetivos de guerra oficiais, (o n ° 12 dos 14 pontos apresentados ao Congresso a 8 de janeiro de 1918), a criação de Israel .

Portanto, a decisão de criar Israel não tem nenhuma relação com a destruição dos judeus da Europa, sobrevinda duas décadas mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante a Conferência de paz de Paris, o Emir Faiçal (filho do xerife de Meca, e mais tarde rei do Iraque britânico) assinou, a 3 de janeiro de 1919, um acordo com a Organização Sionista, comprometendo-se a apoiar a decisão anglo-saxonica.

OS VERDADEIROS FILHOS DE ABRÃAO
JUDEUS E ARABES IRMANADOS
NA PALESTINA PRÉ SIONISTA
A criação do Estado de Israel, que foi feita contra a vontade da população da Palestina (incluindo os judeus palestinos), foi, pois, também feita com o acordo dos monarcas árabes. Além disso, à época, o xerife de Meca, Hussein bin Ali, não interpretava o Alcorão à maneira do Hamas. Ele não pensava que «uma terra muçulmana não pudesse ser governada pelos não-muçulmanos».

A criação jurídica do Estado de Israel

Em maio de 1942, as organizações sionistas realizaram o seu congresso no Hotel Biltmore, em Nova Iorque. Os participantes decidiram transformar o «lar nacional judaico» da Palestina em «Commonwealth Judaica» (referindo-se à Commonwealth com a qual Cromwell havia substituído brevemente a monarquia britânica), e autorizar a imigração em massa de judeus para a Palestina. Num documento secreto, foram especificados três objetivos: «(1) o Estado judeu englobaria a totalidade da Palestina e, provavelmente, a Transjordânia; (2) o deslocamento das populações árabes para o Iraque e (3) a tomada em mãos pelos judeus dos sectores do desenvolvimento e do controlo da economia em todo o Médio-Oriente».

A quase totalidade dos participantes ignorava, então, que a «solução final da questão judaica» (die Endlösung der Judenfrage) tinha justamente começado, secretamente, na Europa.

Em última análise, ao passo que os britânicos não sabiam como haviam de satisfazer quer os judeus, quer os árabes, as Nações Unidas (que então tinham apenas 46 Estados-membros) propuseram um plano de partilha da Palestina, a partir das indicações de que os Britânicos lhe haviam fornecido. Deveria ser criado um Estado bi-nacional compreendendo um Estado judeu, um Estado árabe, e uma área «sob regime internacional especial» para administrar os lugares santos (Jerusalém e Belém). Este projeto foi aprovado pela Resolução 181 da Assembleia Geral.

Sem esperar pelo resultado das negociações, o presidente da Agência Judaica, David Ben Gurion, proclamou, unilateralmente, o Estado de Israel, imediatamente reconhecido pelos Estados Unidos. Os árabes do território israelita foram colocados sob lei marcial, os seus movimentos foram restringidos e os seus passaportes confiscados. Os países árabes recém-independentes intervieram. Mas, sem exércitos devidamente constituídos, foram rapidamente derrotados. No decurso desta guerra, Israel procedeu a uma limpeza étnica e forçou, pelo menos, 700.000 árabes a fugir.

A ONU enviou como mediador, o conde Folke Bernadotte, um diplomata sueco que salvou milhares de judeus durante a 2a guerra mundial. Ele descobriu que os dados demográficos, fornecidos pelas autoridades britânicas, estavam falseados e exigiu a plena implementação do Plano de Partilha da Palestina. Ora, a Resolução 181 implicava o retorno dos 700. 000 árabes expulsos, a criação de um Estado árabe e a internacionalização de Jerusalém. O enviado especial da Onu foi assassinado, a 17 de setembro 1948, por ordem do futuro primeiro-ministro, Yitzhak Shamir.

Furiosa, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução 194, que reafirma os princípios da Resolução 181 e, além disso, proclama o direito inalienável dos palestinianos a voltar para suas casas e a ser indenizados pelos prejuízos que acabavam de sofrer.

Entretanto, Israel, tendo prendido os assassinos de Bernadotte, tendo-os julgado e condenado, foi aceite no seio da ONU com a promessa de honrar as resoluções. Mas, tudo isso não passava de mentiras. Logo após os assassinos foram anistiados, e o atirador tornou-se o guarda-costas pessoal do primeiro-ministro David Ben Gurion.

Desde a sua adesão à ONU Israel não parou de violar as resoluções, que se acumularam na Assembleia Geral e no Conselho de Segurança. Os seus laços orgânicos com dois membros do Conselho, dispondo do direito de veto, colocam-no à margem do direito internacional. Tornou-se um Estado offshore, permitindo aos Estados Unidos e ao Reino Unido fingir respeitar ambos o direito internacional, enquanto o violam a partir deste pseudo-Estado.

É absolutamente errado pensar que o problema colocado por Israel só envolve o Médio-Oriente. Hoje em dia, Israel atua militarmente em qualquer lugar do mundo, sob a capa do imperialismo anglo-saxônico. Na América Latina, foram agentes israelitas que organizaram a repressão durante o golpe contra Hugo Chavez (2002) ou a derrubadade Manuel Zelaya (2009). Em África, eles estavam presentes, por todo o lado, durante a guerra dos Grandes Lagos, e organizaram a prisão de Muammar el-Qaddafi. Na Ásia, eles dirigiram o assalto e o massacre dos Tigres Tamil (2009), etc. Em todos os casos, Londres e Washington juram não ter nada a ver com tais assuntos. Além disso, Israel controla muitos meios de comunicação e instituições financeiras (tal como a Reserva Federal dos Estados Unidos).

A luta contra o imperialismo

Até à dissolução da URSS era óbvio para todos, que a questão israelita destacava-se na luta contra o imperialismo. Os palestinianos eram apoiados por todos os anti-imperialistas do mundo – até os membros do Exército Vermelho japonês — que vinham bater-se ao seu lado.

Atualmente, a globalização da sociedade de consumo, e a perda de valores que se lhe seguiu, fez perder a consciência do caráter colonial do Estado hebreu. Somente os árabes e muçulmanos se sentem postos em causa. Eles mostram empatia com o sofrimento dos palestinos, mas ignoram os crimes de Israel no resto do mundo, e não reagem aos outros crimes imperialistas.

No entanto, em 1979, o aiatola Ruhollah Khomeini explicava aos seus fieis iranianos, que Israel não era senão como uma boneca nas mãos dos imperialistas e o único verdadeiro inimigo era a aliança dos Estados Unidos e do Reino Unido. Por ter enunciado esta simples verdade, Khomeini foi caricaturado no Ocidente e os xiitas foram apresentados como heréticos no Oriente. Hoje em dia, o Irã é o único Estado no mundo a enviar maciçamente armas e conselheiros para ajudar a Resistência palestina, enquanto os regimes sionistas árabes debatem amavelmente, por vídeo-conferência, com o presidente israelita durante as reuniões do Conselho de Segurança do Golfo.


Jornalista Investigativo