quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Iniciação: Como organizá-la?




Amigos 

Eis um diálogo 

Amiga:

"Como organizar o conceito de Iniciações e a Realização com o Self, ou como se queira chamar tal estágio que um Tolle, Mooji e Ramana, por exemplo alcançaram?
Ex.: a 3a. Iniciação, tamb chamada de Transfiguração é uma inic. chave e que não corresponde, a meu ver, com o que alcançaram Tolle e Ramana - acho que eles estão mais altos... No livro a Os 7 Raios e as Iniciações, Alice Bailey através do Tibetano dá um show de conhecimento sobre o tema, mas não fica claro este aspecto, pelo menos não recordo - li há tempo!"

Minha resposta: 

Primeiro que tudo afastar todo o desejo e a ânsia de alcançá-lo e tão somente se ater ao que você É, sabendo também que trazemos em nós semi-latente um "outro" um Theohomem Divino, mas dominado, enclausurado, por forças tanto na psique, como no corpo, como no ambiente ao redor, que se apropriaram desse Theohomem e o revestiram de uma armadura controlável (por essas forças) instável, boa-má, LIMITADA e, portanto, MORTAL. 

De forma alguma devemos tratar de MEDIR quem alcançou o se nível tal vem depois ou antes do qual. 
Essa indevida procura é um dos grandes desvios desses ensinamentos esotéricos ou porque tenham sido mal ensinados ou porque tenham sido mal compreendidos ou até mesmo porque assim é nos mais cômodo tratar, sem transcender, essa questão. 

Ora, se a meta é o Novo Homem, a Nova Consciência, integrada com o UM - a Consciência Divina ("Seja feita a SUA VONTADE e não a minha"), como é que ao mesmo tempo, em flagrante contradição e sob o pretexto de alcança-lo, nos preocupamos com uma taxonomia, uma fragmentação em esquemas hierárquicos de vários níveis de iniciações, mestres etc. 

Não, aqui não cabe: mais-menos; maior-menor; pior-melhor... 

É exatamente ao contrário. É sair dessas dicotomias e comungar com o TODO, cujo menor é o TODO, cujo maior é o TODO cujo melhor é o TODO cujo pior é o TODO cujo mestre é o TODO e cujo discípulo é o TODO. 

Recolhamo-nos ao nosso genuíno anelo interior pela Gnósis e teremos o nosso justo soldo. Aqui cabe dar uma olhada na parábola cristã dos Talentos.

A Luz em nós quando liberada, Ela e só Ela será a primeira a reconhecer a justiça desse nosso “soldo”.

Os mestres citados e não citados não são melhores nem piores que ninguém (“Não há um justo, nem um sequer." Romanos 3:10 - Paulo de Tarso).

Os verdadeiros mestres o são porque são servos - adoradores - absolutos da luz liberada neles - e não deles!!

E aí, nessa possibilidade de adoração limpa, completa é que eles se caracterizam como tal. 

O néctar, o Graal, o alimento para esse princípio espiritual encapsulado em nós está mais perto que mãos e pés, portanto, não precisamos procurá-lo.

O anelo é o pré requisito único, fundamental, e nós não fizemos nada para tê-lo. 

O anelo nos veio de GRAÇA.

E então a conversa segue entre nós os anelantes.

A partir do anelo, vem a busca e para encetá-la devemos  cuidar em nos auto organizarmos para esse rumo, sendo como somos. Esse próprio processo de auto organização gerará em nós uma observação mais clara e inteligente, abrindo assim brechas nesse nosso espesso entorno nebuloso, fazendo com que a própria LUZ recupere o seu espaço usurpado e transfigure o corruptível em incorruptível, o mortal em imortal, o Homem no Theohomem. 

E aqui não há nenhuma, iniciação nem finalização, posto que a ação parte toda da própria LUZ, que não é você.

A LUZ que é ETERNA sem início e sem fim. 

Para concluir sugiro ver esse vídeo. 




Paulo Azambuja


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A Gnósis e o Graal


A Gnósis - o Conhecimento Introspectivo da Verdade - não é só mente, não é só coração e menos ainda só o plexo solar.

A “gnósis” só da mente leva às revelações e especulações acadêmicas, frias, doutorais e desse modo só reforça, numa prisão muito mais poderosa, sua ligação vaidosa às coisas e ao Príncipe desse Mundo.

A “gnósis” só do coração leva a um enlevamento hipnótico, místico, mas cego, e desse modo totalmente manipulável, bem ao feitio do "Príncipe desse Mundo

Menos ainda, a “gnósis” de procedimentos ativadores a partir de baixo (no sentido amplo), que leva às práticas refinadas do esoterismo mágico forçante (quando não “negro”), revolvendo os resíduos venenosos acumulados, que é como se encontra atualmente o plexo solar da humanidade.
Praticá-la é como provocar o rompimento da represa de Mariana, espalhando a poluição acumulada por eons, para o nosso fluxo kundalínico, o nosso “Rio Doce”, matando assim as possibilidades potenciais de vida redentora, restauradora, definitivamente espiritual e libertadora do nosso Mar Cardíaco (Coração-Cabeça). 

Essa seria uma grande vitória para o nosso algoz, o Príncipe Alternativo, o deus desse Mundo e, na verdade, a observação diária dos acontecimentos e comportamentos do mundo atual nos mostra claramente que é nisso que Authades e toda a hierarquia de sua gangue estão apostando suas fichas. 


O Processo Gnóstico que aqui apresentamos, que corresponde à literatura e à pratica gnóstica de pelos menos esses 2000 últimos anos e que ficou bem caracterizada a partir da metade do sec. XX com os achados no Egito dos Evangelhos Gnósticos perdidos de Nag Hammadi, é um processo em que:

1º Há um forte anseio espiritual do coração respondendo ao seu mais profundo recôndito espiritual que pneumaticamente clama no deserto.

2º Há uma maturidade mental intrínseca no buscador de alma sinceramente anelante que o leva a questionar, desconfiar, avaliar, o bem-mal cheio de atraentes-dolorosas armadilhas que se acumulam predominantemente na região do plexo e que, dai, subordinam as mentes e os corações da humanidade em todo o Mundo.

Em consequência tal nos leva a uma profunda, sincera e penosa prospecção, a um diálogo interno buscando sincronizar mente-coração. E se vai assim “perfurando” até que a percepção gnóstica se consolide; a percepção absoluta, conquistada inequivocamente e que passa a vibrar em cada célula e que sabe que: “O bem que eu quero eu não faço e o mal que não quero esse sim o faço” [isso em todos os homens, em todo o mundo e por toda a historia] [Paulo de Tarso], e que “Meu Reino não é desse Mundo”. Esse é o momento (e não antes) da Mudança Fundamental, em que Parsifal vai a procura do Santo Graal como indicado nesse conto arquétipo cujo resumo a seguir trouxe do site: Psicologia Yunguiana:

A Busca do Graal

[Evangelho Gnóstico de Tomé - 2 e 3] “Aquele que busca continue buscando até encontrar e quando encontrar, se perturbará, e ao se perturbar ficará maravilhado e então reinará em comunhão com e sob a Vontade do Todo, pois o Reino está dentro de vós, e também está em vosso exterior. Quando conseguirdes conhecer a vós mesmos, então, sereis conhecidos e compreendereis que sois filhos do Pai vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis na pobreza e sereis essa pobreza.”

“O Cálice da Última Ceia é guardado num castelo de um rei ferido doente e estéril conhecido como o "Rei Pescador". Seu castelo guarda o Graal, porém ele não pode tocá-lo e nem ser curado por ele. Por isso todo o seu reino tornou-se estéril e, o seu povo vive numa grande desolação.

Isolados numa floresta vivem um rapaz e sua mãe, viúva, de nome "Coração Partido". O jovem só saberá o seu próprio nome mais tarde [depois do processo de mudança fundamental que indiquei acima]: Parsifal. 

A mãe para proteger o filho dos perigos e da morte embrenhou-se com ele na floresta, com o objetivo de criá-lo com segurança, longe dos dissabores da corte.

Um dia ele vê passar cinco cavaleiros ostentando suas armaduras brilhantes e fascinado os segue. Encontra então uma tenda, que pensou ser um templo, e dentro dela vê uma "donzela aflita" [medo] que pede a Parsifal que vá embora, pois seu noivo está para chegar e pode matá-lo.


Prosseguindo em sua jornada se depara com o "Cavaleiro Vermelho" [alma sangue] que vinha da corte do Rei Arthur e fica encantado com sua brilhante armadura com seus adornos vermelhos e lhe diz que também quer ser cavaleiro, e assim o cavaleiro o envia à corte de Arthur.


Já em Camelot, Arthur o sagra cavaleiro e permite que ele se apodere da armadura, das armas e da montaria do "Cavaleiro Vermelho". Parsifal então encontra o cavaleiro, mata-o e veste a armadura sobre suas roupas grosseiras. É então enviado ao mestre Gournamond para se instruir nas artes de cavaleiro. Ao final do treinamento Gournamond lhe diz que quando encontrar o Graal deve fazer-lhe e a pergunta: "A quem pertence o Graal?"

A partir daí tudo o que fizer será para servi-la. Liberta-lhe o castelo, que estava sitiado, e passa a noite com ela.

No dia seguinte encontra dois homens pescando num barco. Um deles o convida a passar a noite no seu castelo do Graal. Aceita e, lá chegando, se depara com o Rei Pescador; o homem que o havia convidado. Presencia, na hora da ceia, uma cerimônia na qual quatro jovens carregam uma espada que sangra sem parar, e uma jovem leva o Graal, mas Parsifal não lhe faz a pergunta indicada por Gournamond. No dia seguinte todas as pessoas e o castelo haviam sumido.

Dois cavaleiros de Arthur o vêm buscar levando-o para a corte, onde é recebido com muita pompa. No meio da festa aparece uma donzela horripilante, montando uma mula decrépita, que enumera todos os defeitos e falhas de Parsifal. Com o dedo em riste, diz que tudo é culpa dele, por não haver feito a pergunta. Determina tarefas a todos os cavaleiros e a Parsifal diz que volte a procurar o Graal e que quando o encontrar faça-lhe a pergunta.

Parsifal passa então por muitas aventuras e se esquece do Graal, da Branca Flor e da Igreja. Certo dia encontra uns peregrinos que lhe perguntam o porquê de estar armado numa Sexta-Feira Santa. Sente-se muito mal e com remorso. Acompanha-os até um eremita, com quem se confessa. O eremita dá-lhe a absolvição e manda-o ir imediatamente ao castelo do Graal. Encontrando o Graal, Parsifal finalmente faz-lhe a pergunta: “A quem pertence o Graal?”, obtendo a resposta: 


O Graal serve ao Rei do Graal. [e somente a ELE]



Paulo Azambuja 















terça-feira, 17 de novembro de 2015

"Existe Enquanto Dura" - Uma confirmação Científica...

Efeito do Observador confirmado: átomos não se movem se você estiver olhando

Amigos: 


Trago aqui uma experiência científica recém divulgada e que a meu ver é da mais alta importância e assim além de te-la compartilhado e comentado no FB também a estou colocando aqui no blog para mais ainda divulgá-la e para te-la bem arquivada.

A cada constatação teórica da ciência seus financiadores logo se interessam pelas possíveis aplicações em tecnologia que daí possam resultar e o valor do demonstrado vai mais por essas possibilidades práticas. 

Certamente não é esse o aspecto que me interessou.

Hoje, bem a propósito, estava revendo um artigo que editei aqui no blog em 17/11/2013: "Ai de Vós Escribas e Fariseus Hipócritas!" cujo trecho, que destaco a seguir, tem muito a ver com o que estamos tratando aqui: 

"Portanto sei, respeito e estou muito atento ao fato de que minha vida atual - nessa dimensão - (SIM estou e estamos AQUI - não é mentira não!) não é como se diz imprecisamente tão somente uma "ilusão" a ser deixada pra lá. Embora certamente seja transitória e limitada, como cristão tenho que entender que minha alma desceu "aos infernos" ou mais apropriadamente "à transitoriedade, à limitação intrínseca" dessa dimensão e está agora aqui com um objetivo de DAQUI, DESSE MUNDO E COM ESSE MUNDO (não o abstraindo e nem fugindo dele - e, de resto, pensar que se possa faze-lo, isso sim, é a verdadeira ilusão dos "nova-era-OMMM"), permitir e atentar para que seja construído o caminho de LIBERTAÇÃO - TANTO DA ALMA (O NOVO HOMEM) QUANTO TAMBÉM DO MUNDO (O NOVO MUNDO). E isso não se faz com indiferença sobre muitas das "coisas" que pessoal, psíquica e socialmente se nos apresentam AQUI, exigindo-nos posições e atitudes práticas e não fugas, quer sejam por drogas ou por alienação falsamente religiosa ou esotérica."

Resumo então meu interesse nesta comprovação científica: 

"Ilusão ou realidade? Desfaz-se a questão. 
Parafraseando Vinícius: “Existe enquanto dura” (a nossa interação consciente)

Talvez essa conclusão científica saída do forno não nos mostre logo, claramente, sua fundamental importância filosófica e existencial. 

Mas ela realmente bate perfeitamente com o que entendemos como visão do cristianismo gnóstico original em relação a necessidade de "Estar no mundo embora não Ser do mundo" ou de "Dar a César o que é de César". 

Desse modo a ciência aqui, sob uma ótica gnóstica, nos permite avaliar e relativizar a propriedade da formulação, muito popular esotericamente, que propõe esse mundo como sendo um "nada" ou uma "ilusão", formulação essa muitas vezes decorrente da má tradução, má semântica ou mesmo de um fraco entendimento filosófico-espiritual de postulados orientais profundos, mas mal importados e mal entendidos para uma mentalidade ocidental." 

Paulo Azambuja

O Artigo: 
Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/11/2015

Efeito do Observador

"Há poucos dias, em um experimento histórico, físicos finalmente mostraram de forma incontestável que Einstein estava errado ao menos em uma de duas de suas ideias fundamentais, uma delas envolvendo as incertezas e as leis probabilísticas da mecânica quântica.

Para não deixar margens a dúvidas, outra equipe finalmente demonstrou de forma inequívoca uma das previsões mais estranhas da teoria quântica - a previsão de que um sistema quântico não pode mudar enquanto o pesquisador o estiver observando, confirmando que o observador de fato influencia os experimentos quânticos.

Segundo os físicos da Universidade de Cornell, nos EUA, responsáveis pelo experimento, esse comportamento quântico foi bem ilustrado na série Dr. Who pelos "Anjos Lamentadores", criaturas predatórias que assumem a forma de estátuas e que apenas se movem e atacam quando não estão sendo olhadas..."

Isto é: a indistinguibilidade, a elusividade - mais cientificamente falando - a incerteza quântica, torna-se manifestada, isto é passa a existir enquanto sob uma consciência observadora. 

Veja o artigo integral:



quarta-feira, 11 de novembro de 2015




Estamos em pleno apocalipse. A massa humana só reage cega, caótica e inconscientemente, mas os dirigentes os condutores do processo sabem muito bem, há muito, o que pretendem e a época (que é a atual) de empreende-lo.

Há leis e forças muito superiores às nossas que estão conduzindo esse plano e já o colocaram revelado por escrito há muito tempo. Revelaram-no explicitamente, sem maiores cuidados, porque sabem que só alguns dos seus sacerdotes as entenderão e as conduziram com "sabedoria superior"; o resto vai se portar como eles sabem que vai se portar isso é como “cegos” manipulados.

Sendo assim o que estou tentando mostrar aqui vai interessar, muito além de uma curiosidade efêmera, se tanto, a muito poucos, mas isso não quer dizer, no entanto, que não vá afetar a todos principalmente a essa maioria de "fantoches dos eons" os goyn de todo o mundo.

A autoridade com que esse rabino se pronunciou agora em setembro de 2015 em Jerusalém é poderosa e suportada por um ser maior, Authades e seus eons e depois por esses sacerdotes e por fim pelas forças de guerra, informação e dominação do mundo de seu próprio grupo ou sob a sua dominação ao seu serviço.

O Rabino traz nessa declaração (legendada em inglês) as suas premissas, seu fundamentos, e a partir delas surgem logicamente as justificativas e por fim os atos que estão sendo aplicados.

Eles são eficientes porque são COERENTES com os seus fundamentos.
E assim restam na terra toda nós, os “outros” os “não seguidores das 7 leis” como explica o Rabino, os  Goym, para os quais, como diz o sacerdote da palestra, Authades (isso é como o chama os gnósticos) outorgou o direito “007” isso é a permissão para matar, para extinguir ou escravizar.
  
Mas nesta conflagração apocalíptica não existe só um lado, só esses fundamentos. Hoje completamente desvirtuado e esquecido mas no entanto com premissas muito mais abrangentes e fundamentais e portanto mais potentes que aqueles, existem os fundamentos da Gnósis Cristã já revelada desde há 2000anos e reiterada por escrito  com a descoberta dos Evangelhos gnósticos em Nag Hammadi no Egito. O que precisam agora surgir são sacerdotes portadores e irradiadores desses fundamentos, “Sacerdotes da  ordem de Melquisedeque” tão preparados e tão dedicados como esse sacerdote de Authades só que com outras premissas, fundamentos,  projetos, ações e “armas” muito diferentes e muito mais poderosas que os deles.
Chegou a Hora. 

Eis o pronunciamento do atual chefe do Sinédrio ("Après" Nicodemos)



  
Paulo Azambuja

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

“O Enem da Consciência”




Dissemos em “Atualidade do Cristianismo Gnóstico - Limites”:

“E esses limites nos levam a um Planeta em crise. Mesmo a contragosto temos que conviver com essa crise que afeta a todos, tanto a nível físico como psicológico. Estamos, profundamente envolvidos, e assim temos que equacionar essa crise, entendê-la visando solucioná-la em sua real profundidade.

A humanidade e cada indivíduo da humanidade perdeu a sua capa moral.

Portanto, resta o vazio! E esse vazio explode em exacerbações: nos vícios, na ganância desmesurada, na hiperatividade física sensual, no ódio, no caos, na violência e na falência de discernimento. Portanto somos todos nós as grávidas que vemos nossa próxima geração com grande preocupação e angústia.

Estamos numa crise de limite de consciência. Tudo o mais são os sintomas dessa crise.”

Pois bem e isso colocamos no livro em 2008. Agora já acabamos de prestar a fase classificatória do nosso vestibular, do nosso “Enem de Consciência”. 

E a matéria que cai nessa prova não tem nada a ver com testar nossa erudição científica, teológica ou esotérica. Aqui estamos sendo testados quanto ao resultado final da nossa formação consciencial nesse grande ciclo da roda do mundo de "César", de Authades, do Demiurgo. 

As coisas que se nos apresentam nesse vestibular, nesse “julgamento”, são verificações de como nós nos entendemos e de como entendemos o mundo e seu estado atual, repleto de acontecimentos explícitos chocantes, mas muito didáticos e esclarecedores, para verificar se nosso Estado de Consciência consegue perceber os limites de todas as coisas daqui, e só assim estar apto para reagir convenientemente às etapas que nos confrontarão com a próxima Grande Transição, tanto interna e externa. 

Está sendo verificado se somos as noivas néscias ou as noivas sábias a espera do noivo. As néscias, passivas, alienadas, de dentro de seu quarto escuro e trancado, contam com que alguma dedução lógica, intuição mística ou algum deus lhes avisará da chegada do noivo, enquanto que as sábias escancaram sua janela e olham o mundo ao seu redor bem sabendo se focar no horizonte da verdadeira estrada pela qual o noivo virá, pois seu discernimento desenvolvido aprendeu eliminar todos as demais falsos caminhos, até os mais atraentes. 

Agora o Enem Espiritual já disponibiliza sua lista e, para os olhos e os ouvidos que querem perceber, mostra quais as reprovadas, as Consciências-Joio: sem discernimento, omissas, atarantadas, vociferantes, enlouquecidas, raivosas, confusas, apáticas...; e quais as Consciências-Trigo, as que seguirão em frente, as noivas vigilantes que em tempo já acenderam suas lamparinas pois souberam perceber, discernir objetivamente e atentas ao mundo, as longínquas nuvens de poeira no horizonte da estrada, mostrando a iminente chegada do noivo. 

Paulo Azambuja

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Atualidade do Cristianismo Gnóstico - Uma introduçao





(Clique na coluna da direita "Textos e Clipes" para obter o livro ou ter acesso on line ao seu conteúdo) --------->>>

Introdução

Defrontamo-nos com o desafio de trazermos aqui algo completamente novo e desconhecido para a grande maioria dos “homens de boa vontade” - aqueles que ainda tem ouvidos para ouvir - quer sejam humanistas, religiosos ou esotéricos, como também apresentarmos um conhecimento essencial às atuações apropriadas frente a crise global de limite de consciência, já em franca manifestação e recrudescimento, pela qual a humanidade está passando.
O Cristianismo Do Princípio

O Cristianismo Gnóstico do princípio é na verdade a interpretação profunda, essencial e absolutamente original do cristianismo, com uma teologia, uma cristologia, uma prática RELIG-iosa e uma organização (melhor dizendo uma “holo-organização”), fundamentalmente diferentes da visão hierárquica de poder e obediência proto-ortodoxa e, sendo assim, será no mínimo uma surpresa para os que se dispuserem a conhecê-lo.

É um fato comprovado por estudos acadêmicos objetivos, que o cristianismo desde o primeiro século existia em suas vertentes gnósticas em grande destaque e contingente de seguidores, convivendo com os ramos proto-ortodoxos.

Evidentemente havia litígios entre essas correntes que, no entanto, permaneciam mais em um nível ideológico de disputa (Veja a vasta obra anti gnóstica dessa época do Bispo Irineu de Lyon e veja também a obra da mesma época do gnóstico Bispo Valentino de Alexandria.)

Esse contexto está muito bem exposto num clássico: “Os Evangelhos Gnósticos” da historiadora americana Elaine Pagels.

A ortodoxia se tornou dominante quando ganhou poder imperial - o poder romano - a partir do século IV com a conversão do imperador Constantino. Desde então rompeu-se, pela intimidação, desinformação, perseguição e aniquilação, qualquer possibilidade de convívio entre essas duas correntes.

O Cristianismo Gnóstico embora nunca tenha deixado de se manifestar nesses dois mil anos foi historicamente - mas não espiritualmente - derrotado. Por isso a denominação “cristianismo” passou a se referir exclusivamente às percepções, interesses materiais, disposições doutrinárias, dogmas, conquistas políticas e militares da instituição romana que assim se consolidou.

No extremo ocidental da Europa entre os anos 1100 e 1200, mostrando que tal condição não é uma mera utopia pois na verdade já aconteceu na história da humanidade durante quase duzentos anos, floresceu a Civilização Cátara cujos sacerdotes professavam um cristianismo original puro com a profunda influência do gnosticismos dos primeiros tempos. 

Sob a influência da emanação Sagrada e Pura da Igreja Cátara estabeleceu-se uma nação que que tornou a civilização culturalmente mais avançada da Europa naqueles tempos.

Nessa civilização a mulher, tal como Maria Madalena nos evangelhos gnósticos, podia praticar o sacerdócio cátaro em igualdade de condições com o sacerdócio masculino. Esse avanço doutrinário se refletia na prática social, sendo a liberdade da mulher um dos avanços mais significativos dessa sociedade, fazendo, por exemplo, que ela pudesse, inclusive, tomar a iniciativa do divórcio.

O dualismo doutrinário cátaro distinguia bem as coisas de César (o “Príncipe desse Mundo", Authades, o Demiurgo) das coisas de Deus, e, dessa forma, não interferia, por exemplo, em práticas inerentes ao comércio. Sendo assim a classe dos comerciantes pode dinamizar muito suas atividades com a aceitação da remuneração dos empréstimos.

Os senhores feudais, sem mais poder contar com o conceito de direito divino, conceito esse quebrado pela doutrina da reencarnação professada pelos cátaros, tiveram seu poder relativizado. Com isso sua atuação ficou bem mais balizada, tornando-se assim menos arbitrários e até mesmo uma força ativa na defesa de sua civilização, na guerra empreendida pela ortodoxia romana.

Essa situação ameaçou tão profundamente a hegemonia do poder romano que o Papa Inocêncio III deflagrou o que foi a primeira cruzada empreendida contra outros cristãos - a Cruzada contra os Cátaros - dizimando essa civilização.

Assim também, a Reforma Protestante, que partiu de uma atitude corajosa de grande integridade e idealismo de Martinho Lutero, foi logo absorvida por interesses políticos e econômicos seculares da nobreza alemã.

O protestantismo nunca sequer tentou buscar reformulações profundas a partir das bases transcendentes do cristianismo do princípio e sendo assim não logrou produzir nenhuma modificação fundamental em sua teologia. Além disso, quanto à prática, logo no início empreendeu pelos próprios seguidores de Lutero (com sua desaprovação) comandados por  Thomas Münzer uma carnificina que não deixou nada a dever aos piores momentos da inquisição.

Vivemos esses dois mil anos numa civilização (com exceção de pontos luminosos como os Cátaros) construída sobre os fundamentos desse “cristianismo” e que agora nesse século se esgota. 

Desse modo estamos nos confrontando com os problemas globais resultantes das profundas contradições teológicas, morais e ecológicas, frutos do ocaso dessa “civilização judaico/cristã”.

Nesse vácuo vem crescendo a influência de um grupo organizado de militantes do fundamentalismo reducionista materialista, tais como Richard Dawkins e Daniel Dennett, que sob uma retórica cientificista de fachada (sem nenhuma base histórica e experimental) vem se aproveitando da fraqueza teológica dos conceitos e práticas das igualmente fundamentalistas e reducionistas religiões tradicionais, particularmente desse referido “cristianismo”, logrando assim espaço para propor a sua suprema trindade ateísta: “Nada-Caos-Acaso”, como base para a construção de um novo fundamento ideológico do mundo da vida e da conduta moral.

O leitor também poderá se defrontar com o desmascaramento da fragilidade e da parcialidade desses argumentos materialistas ao assistir à palestra em vídeo que legendei do atual acadêmico e líder relig-ioso Junguiano, professor da UCLA e Bispo Gnóstico, Stephan Hoeller

O Cristianismo Gnóstico

Certamente a maioria dirá que entende gnosticismo mais ou menos como algo que se refere a uma relação mais íntima que teria havido entre Jesus e Maria Madalena e sua eventual descendência ou a outras especulações desse tipo. Os que percebem desse modo estão se referindo à “gnose-Dan-Brown” que certamente não tem nada a ver com gnose alguma. Aliás Dan Brown é um escritor profissional e não deve mesmo ter nenhum outro compromisso a não ser com sua imaginação de ficcionista.

Mas há algo que deve ser observado com atenção na fenomenal aceitação de seu livro, pois que caracterizou, ainda que de modo profundamente subconsciente, uma demanda coletiva atual, aquariana, por uma nova perspectiva em relação aos exauridos rótulos da cultura cristã ocidental.
No final da primeira metade do século XX um dos achados arqueológicos mais importantes do século acabou por resgatar a importância de uma profundidade espiritual reprimida e escondida por mais de um milênio. Num lugar desértico do Egito foram achadas cópias do sec. IV, agrupadas em códices, de escritos do cristianismo gnóstico primitivo, a maioria deles já há muito considerada perdida. Recuperou-se assim um tesouro: a biblioteca de Evangelhos Gnósticos de Nag Hammadi.

 Após décadas de mirabolantes episódios (dignos de um roteiro de Dan Brown) que atrasaram sua divulgação nos quais a vaidade dos intelectuais então envolvidos foi um dos fatores destacados, os manuscritos foram finalmente divulgados em sua totalidade, a partir da década de 70. Uma nova geração de intelectuais passou então a ser a grande responsável pela divulgação e reconhecimento da importância e do caráter altamente revolucionário que o material trazia na compreensão histórica e teológica do cristianismo em suas origens e fundamentos, até então distorcidos e obscurecidos. E aqui sim, já podemos falar numa gnose, a “Gnose Acadêmica”.

É a Gnose Acadêmica que nos permite hoje afirmar de forma incontestavelmente objetiva que o cristianismo gnóstico não é uma elaboração tardia entremeada de retalhos, feita a partir de ideias helenistas e de outras origens “pagãs’ acrescentadas posteriormente ao pré existente “verdadeiro cristianismo”, mas sim uma prática cristã autêntica professada por um significativo número de pessoas desde os primeiros momentos da manifestação crística do primeiro século concomitante com as  formações ortodoxas.

Além disso, ao invés de uma mal alinhavada colcha de retalhos teológica, a percepção e a prática gnóstica se mostraram, sob uma análise metodológica especializada e criteriosa, como um sistema poderoso, profundo, coerente e integrado de ideias e práticas espirituais que ao mesmo tempo que compreendiam e potencializavam os grandes arquétipos das culturas religiosas anteriores, também os colocavam sob o enfoque absolutamente novo e revolucionário que caracteriza a especificidade da autêntica e profunda revelação do cristianismo. 

No entanto a Gnose Acadêmica se limita a elaborar estudos e conclusões dentro dos cânones reducionistas da prática científica. Não tem amplitude, por exemplo, para considerar como causa de uma autêntica manifestação gnóstica uma revelação subjetiva intensa e transformadora.

Não cabe nela nada de transcendente!

Assim considera tão somente um processo construtivo feito pela seleção de influências e conhecimentos de várias fontes que por fim, quando devidamente amadurecidas, se estruturam num produto final organizado, numa tese, numa doutrina. E só aí se pode academicamente falar no surgimento da gnose.

É claro que não são desconsiderados os “insights” intelectuais criativos, desde que tão somente como contribuições coadjuvantes de um estado mental particularmente preparado, bem dotado e atento. 

Não parece, no entanto, razoável imaginar que alguns marceneiros, pescadores, cobradores de impostos, médicos, comerciantes, artesãos, e até (como dizem as más línguas ortodoxas) prostitutas, formassem um grupo apto intelectualmente a produzir algo acadêmico-filisófico da profundidade abrangência e dimensão histórica do cristianismo, mesmo do ortodoxo.

Certamente, alguma coisa aconteceu primeiro. 

Antes e bem acima de qualquer pesquisa, teologia, elaboração de doutrina ou de qualquer denominação, algo devastadoramente intenso, transcendente, gerou nesse grupo uma profunda transformação de consciência - não estou falando aqui de erudição ou intelectualidade, estou falando de Cons-Ciência. E é só assim considerando que chegamos à Gnose na sua verdadeira dimensão:

A Gnose Espiritual, Sagrada

E essa Gnose se refere à determinação do espaço do Divino, do Sagrado, assim como ao estado e ao papel de nossa limitada e exaurida consciência egóica atual quando enceta o processo de re-lig-ação ao seu estado original.

Já é o tempo do Limite e da Crise global. 

Portanto precisamos, sem circunlóquios, deixar claramente registrado que o conceito e prática da Gnose Sagrada que professamos, propomos e divulgamos em nada se refere a invocações, sortilégios e mandingas protetoras, mesmo que encobertas e adornadas sob outras denominações mais exóticas e politicamente corretas.

Também em nada tem a ver com as práticas ditas “espirituais” ou “transcendentais” que de modo apressado e forçante se propõe a revelar o “segredo” da “fast-iniciação”, do domínio e apropriação privilegiada de forças cósmicas sutis, em benefício da sobrevida de nossa já exaurida consciência egóica, assim como do mundo que ela construiu e que está agora destruindo.

Essas práticas visam, mediante a potencialização de estados orgásmico-kundalínicos alterados, transformá-la numa nova-energética-velha-consciência-turbinada. Um banquete para as forças eônicas.

Essas, para os gnósticos cristãos, sempre - desde o princípio - foram consideradas práticas relativas à Authades, o Demiurgo de Platão, o “Príncipe desse Mundo” de Paulo. Assim, não damos a César o que é de Deus bem como não procuramos envolver Deus (nem o Deus gnóstico a isso se propõe) nos nossos problemas com César.

A Atualidade do Cristianismo Gnóstico

O Evangelho Gnóstico de Tomé, considerado pela maioria dos acadêmicos como o texto mais antigo do cristianismo, trazendo provavelmente ditos recolhidos diretamente de preleções de Jesus aos seus discípulos, é também aquele que mais se adéqua às genuínas necessidades espirituais da atualidade. Esse profundo e adequado alfa e ômega do cristianismo gnóstico bem se caracteriza pelo dito [10] que ali diz:

“Eu joguei fogo sobre a terra e eis que vigio até que arda”.

E esse fogo agora já arde.
É hora, portanto, de pararmos de brincar com ele. 
Como diz o Bispo gnóstico atual Stephan Hoeller

“Esse é o tempo em que a Gnósis - o reconhecimento do Verdadeiro Divino - não é mais um luxo, mas uma necessidade absoluta”. 

Stephan Hoeller - Veja a Palestra: 


Veja e aprecie os vídeos musicais: "A Nação Cátara e o Reino Esquecido"

Rio, 4/10/2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O Mundo “Dialético” e a Experiência Espiritual




Amigos:

Como "estudante" gnóstico a situação decaída do ser humano há muito me tinha sido informada e aceita, só que mais em "teoria". 

Nesses últimos anos, observando os acontecimentos que galopam cada vez mais no Mundo e no Brasil, tive a oportunidade, para mim fundamental, de mais incorpora-los na minha vivência emocional e consciencial interna. 

Os acontecimentos dessa fase apocalíptica que estamos vivendo no mundo corrente, ao meu ver só podem ser compreendidos (diria melhor incorporados ao sangue) a partir de acompanhados e vivenciados como fatos espirituais que estão sendo encenados na matéria (na história atual, na economia, na política, nos costumes...). E isso já havia colocado, em 2008, na primeira parte do livro "Atualidade do Cristianismo Gnóstico" – Limites.

Daí a importância que dei ao meu envolvimento emocional nesses fatos, experiência essa bem registrada na sequência de artigos do meu blog. 

Esse desgaste emocional esse mergulho psico-consciente nesse “inferno” me está sendo fundamental; machucou, desviou, mas não poderia, segundo minha natureza, deixar de ser empreendido. 

Sei que essa atitude não é nada comum em pessoas que como eu priorizam as suas necessidades atávicas de um questionamento existencial profundo, mas que, no entanto, ficam meio de fora dos fatos, tendo mesmo esse afastamento como um valor espiritual superior. 

Inclusive numa fase fundamental do meu “aprendizado” gnóstico em um grupo que participava era muito usada a expressão: “isso é dialético”, querendo dizer: "como gnóstico não estou e nem devo entrar nessa”. 

Aí há muito de verdadeiro, mas que quando, ao meu ver, mal compreendido em termos de proposta de vida cristã original (dai a César o que é de César) se parece muito com as críticas feitas à Jesus por seu envolvimento “dialético” social: em festas com cobradores de impostos, e político: reagindo a apedrejamentos legais, em contestações ao sinédrio, em declarações sobre os vendilhões e fariseus “hipócritas – túmulos caiados de branco”...

Agora saindo já um pouco do mais profundo desse poço SEI, absorvi interiormente mais, como é a natureza humana em toda a sua nudez caricatural, distorcida, ridícula, mas tão perigosa e planetariamente (e portanto, vivencial e espiritualmente) destrutiva. E essa passagem da teoria à prática é muito dolorosa, daí o tão comum afastamento.

Continuo, como é de minha natureza e temperamento, a acompanhar os fatos “dialéticos” e não a fugir deles, até porque onde quer que eu me esconda eles estarão cada vez mais atropelando a mim e a todos. 

Quem sabe venha a adquirir um pouco mais de Sabedoria advinda dessa experiência prática (teoria acho que já adquiri o suficiente) que me faça equilibrar melhor o resto de minha experiência nessa vida com os fatos que estão (a mim e a todos nós) a tornando insuportável. 

Paulo Azambuja