Este blog, a partir da estrutura de pensamento apresentada na palestra “Atualidade do Cristianismo Gnóstico”, vem recolhendo e disponibilizando uma coleção de vídeos e textos de manifestações espirituais afins e de um retrato atual das grandes transformações da consciência humana e, consequentemente, do mundo, que estão celeremente se realizando.
O Papa não é tão somente e principalmente um ator que deve representar um papel de humildade e bondade para conquistar a simpatia de seu ameaçado mercado segundo os requisitos do mundo atual. O Papa é o sumo representante da Igreja Católica que não só o proclama e se proclama como infalível segundo os escritos de seu direito canônico, que tem a conotação de mandamentos da Lei da Igreja e cujo cumprimento condiciona à salvação, como também envolve diretamente a figura filosófica, histórica e religiosa (como quer que a entendamos, mas que é sem dúvida nenhuma - sábia) de Jesus, dizendo-se sua única herdeira e sua única e legítima representante. Mas bem logo atrás dessa simpatiatoda encontramos uma história de mais de mil anos de: pedofilia, corrupção, prostituição, inquisição, proteção aos nazistas e tantas outras ditaduras e ditadores, opressão, dissimulação cínica, profunda manipulação.... que arrasta consigo e macula profundamente a grandiosa proposta do cristianismo, afastando muitos desavisados do tesouro filosófico, existencial e transcendental do Cristianismo Original.
Para quem conhece com liberdade não dogmática o cristianismo reconhece nisso o verdadeiro Pecado contra o Espírito Santo.
Caracterizando agora o que dissemos aqui:
Papa criminaliza a informação sobre crimes sexuais
Na semana passada foi divulgada pela grande mídia que o papa promulgou uma nova lei a vigorar na Cidade do Vaticano que passou a criminalizar com pena de 12 anos os crimes sexuais com crianças. Mas o que ficou na “moita” é que o papa promulgou também uma outra nova lei que tornou ilegal a denuncia dos crimes sexuais contra crianças e os que o fizerem serão punidos com 2 anos de prisão.
Isto é: não mudou nada!
Os crimes sexuais são mais ilegais do que nunca, mas é tecnicamente ilegal relatá-los.
"Não queria que isso acontecesse, obviamente", lamentou o ministro das Relações Exteriores do Vaticano monsenhor Dominique Mamberti.
"Mamberti disse que a passagem simultânea de cada lei é apenas uma coincidência e insistiu que a Igreja não está tentando proteger-se contra mais esse embaraço.
“Eles sabem exatamente o que estão fazendo", afirma Fabrizio Perona do jornal italiano La Repubblica. "Eles só pensaram que ninguém notaria”. A Igreja quer impressionar o mundo por ser dura com crimes sexuais, mas ao mesmo tempo eles criminalizam os vazamentos, que é a única maneira de alguém descobrir esses crimes.
Aqui se mostra intacta a proverbial genialidade diplomática do Vaticano em sua única e cínica capacidade milenar de dissimular, enganar e desconversar.
Ah sim! O monsenhor Mamberti diz que os planos já estão sendo feitos para eliminar essa “brecha”.
"Nós não vamos deixar ficar uma lei perigosa como esta, mas a mudança muitas vezes vem lentamente e as pessoas precisam entender que este é o Vaticano, e há um processo em vigor aqui.”
Devoção, incenso, oração. “Pedimos aos menores em risco que por favor, sejam pacientes conosco."
À medida que a Santa Sé se move para esclarecer a lei, Mamberti alertou aos supostos criminosos dentro dos muros do Vaticano que, no entanto:
"Ainda estão sujeitos ao olho mais atento de todos: o olho de Deus. Por enquanto, não há nada que possamos fazer. "
Aqui complemento o recente artigo desse blog: “Ai das Grávidas”, que mostra uma proposta de emenda constitucional que esta para ser submetida à votação de autoria de Marta Suplicy e da OAB, uma aberração digna de um Feliciano que com a sua “Cura Gay” encontra aqui o seu equivalente, só que com sinal contrário, numa verdadeira proposta de “Cura Hétero”.
Mostrei também, o que é muito mais grave, a evidência que essa é uma intervenção orquestrada e profunda da Nova Ordem Mundial em todas as culturas como sintetizo nas seguintes figuras trazidas do citado artigo:
Agora trago um caso real e trágico das consequências ao nível familiar dessa aberração deixando que se imagine quais essas mesmas consequências quando tal paradigma for introduzido na formação oficial nas escolas e nas diversões das crianças.
Veremos aqui a completa evidência da diferença (diferença e não predominância) entre o masculino e o feminino em toda a extensão desse conceito.
Para logo evitar qualquer mal entendido patrulhado: masculino e feminino estão sendo usados aqui no sentido de gênero e que, embora seja-lhes um fator fortemente condicionante, estão muito acima e além dos aspectos da psique e da anatomia humanas.
Aos teóricos ou indiferentes diante destas evidências só desejamos que não precisem esperar até serem eles mesmos uma Janet ou um Ron para só então a VIDA obrigar-lhes a considera-las.
“Esse é o drama de um menino canadense, Bruce Reimer, criado como menina após perder o pênis em um acidente durante um procedimento de circuncisão nos anos 60.
Após esse devastador acidente seus pais, Janet e Ron, entregaram o caso ao psicólogo John Money especializado em mudança de sexo que acreditava que não era tanto a biologia que determinava se somos homens ou mulheres, mas a maneira como somos criados.
Para o psicólogo, esse era o caso ideal para provar sua teoria com uma evidência irrefutável de que a criação pode se sobrepor à biologia. Ali estava uma criança que poderia ser criada como sendo do sexo oposto e que trazia até mesmo seu grupo de controle com ele, pois tinha um irmão gêmeo idêntico, Brian.
Então, com 17 meses de idade, Bruce se transformou em Brenda.
E logo após um primeiro passo cirúrgico para a mudança foi tomado, com sua castração.
Money enfatizou que, se quisessem garantir que a mudança de sexo funcionasse, os pais nunca deveriam contar a Brenda ou ao seu irmão gêmeo Brian que ela havia nascido como menino.
A identidade de Brenda foi mantida em completo segredo e a partir de então eles passaram a ter uma filha.
"A mãe afirmou que sua filha era muito mais arrumada do que seu irmão e, em contraste com ele, não gostava de ficar suja", registrou Money em uma das primeiras consultas.
Mas em contraste, ele também observou: "A menina tinha muitos traços de menina moleque, como uma energia física abundante, um alto nível de atividade, teimosia e era frequentemente a figura dominante num grupo de meninas".
Em 1975, as crianças tinham 9 anos, e Money publicou um artigo detalhando suas observações. A experiência, segundo ele, tinha sido um sucesso total.
"Ninguém mais sabe que ela é a criança cujo caso eles leram nos noticiários na época do acidente", afirmou.
"O comportamento dela é tão normalmente o de uma garotinha ativa e tão claramente diferente, por comparação, ao comportamento de menino de seu irmão gêmeo, que não dá margem para as conjecturas de outros."
No entanto, na época em que Brenda chegou à puberdade, aos 13 anos, ela sentia impulsos suicidas.
"Eu podia ver que Brenda não era feliz como menina", lembrou a mãe Janet. "Ela era muito rebelde. Ela era muito masculina e eu não conseguia convencê-la a fazer nada feminino. Brenda quase não tinha amigos enquanto crescia. Todos a ridicularizavam, a chamavam de mulher das cavernas. Ela era uma garota muito solitária."
Ao observar a tristeza da filha, os pais de Brenda pararam com as consultas com John Money. Logo depois, contaram a Brenda que ela tinha nascido como um menino.
Semanas depois, Brenda escolheu se transformar em Bruce.
Ele passou por uma cirurgia de reconstrução do pênis e até se casou. Ele não podia ter filhos, mas adorou ser o padrasto dos três filhos de sua esposa.
Mas, o que Bruce não sabia, era que seu caso tinha sido imortalizado como "John/Joan", em artigos acadêmicos a respeito de mudança de sexo e que o "sucesso" da teoria de Money estava afetando outros pacientes com problemas semelhantes aos deles e que estava estabelecendo os protocolos sobre como tratar hermafroditas e pessoas que tinham perdido o pênis".
Quando passou dos 30 anos, Bruce entrou em depressão, perdeu o emprego e se separou da esposa. Na primavera de 2002 seu irmão morreu devido a uma overdose de drogas.
Em 2004, Bruce aos 38 anos cometeu suicídio com um tiro na cabeça no estacionamento de um supermercado.”
Trago um diálogo que tive sobre essa aberração acima.
Comentário de uma amiga:Sinceramente, os pontos destacados como principais neste link (figura acima) fazem sentido porque estão em acordo com a lei que admite e reconhece a união de pessoas de mesmo sexo e também permitem adoção. Assim, não é um outro tipo de família que estamos tendo? Pensando nas crianças: sera que as festas escolares ditas dia de mãe e dia do pai as constrangem? Já vi filhos de pais omissos bastantes desconfortáveis nessas festas. Tenho dúvidas e gostaria de saber porque desacordar com a lei no contexto em que vive a sociedade atual.
Meu comentário: O direito de se constituir uma união como for de agrado ou tendência de cada um não pode se sobrepor ao direito de se preservar a ideia da distinção e da relação entre os distintos gêneros, não só porque essa ideia corresponde à da grande maioria, embora não ruidosa, das pessoas e de suas necessidades como também refere-se a papeis fundamentais distintos que as pessoas desses gêneros tem - e entendem que devem continuar tendo - no seu relacionamento recíproco e na formação de uma unidade individual e social.
Respeitar o direito das minorias de exercerem os seus relacionamentos como bem entenderem não significa adotar e aplicar na vida e na percepção de vida dos outros que entendem de forma diferente e convencional aqueles preceitos e condutas moldando a grande maioria da sociedade em adota-los para si, compulsoriamente.
Do mesmo modo que as tendências de uns, em minoria, devem ser respeitadas as distintas e históricas tendências dos outros, em maioria, mais ainda, devem e tem que sê-lo.
Comentário de uma amiga: Paulo, se assumimos o combate às propostas de mudança da lei quanto a família estamos apoiando o louco do presidente da comissão de Direitos Humanos que quer "curar" os homossexuais. Acho que precisamos ter coerência no que apoiamos e criticamos pq criticar por criticar não vai sobrar nada de nada e vira uma coisa 'sem pé nem cabeça". Abç
Meu comentário: Absolutamente Não!
O fato de sermos contra o Hitler quando invadiu a Rússia não significa que tenhamos que renunciar a uma igual aversão a Stalin.
São dois tiranos absurdos, tanto um como o outro, e esse é o problema de muitas coisas atualmente que correspondem a um falso dilema em que cai nossa consciência da dualidade: Mensalão do PT ou Mensalão Tucano; Bush ou Obama; Fundamentalista Cristão ou Fundamentalista Muçulmano...?
Aqui não é necessariamente Sim e Não mas certamente é: Não e Não. Qual o problema?
O modo de pensar gnóstico nunca caiu nessa armadilha pois sempre relativiza os dois lados da realidade dessa consciência e desse mundo “da Queda”.
Os gnóstico bem sabem que, via de regra, as coisas em manifestação nesse mundo são na verdade em última instância "farinha do mesmo saco" o que fica bem ilustrado nessa situação entre Marta e Feliciano: “O roto e o esfarrapado.”
Para terminar com um sorriso, mesmo que meio amarelo, sugiro que imaginemos nas vésperas de um grande concurso da Petrobrás ou Banco do Brasil como vai crescer subitamente o número de gays no Brasil.
Aqui está a evidência que essa é uma intervenção orquestrada e profunda da Nova Ordem Mundial em todas as culturas:
A questão é "Pra quê"?
A resposta a essa questão esta no artigo deste blog:
NOTA: Após editar essa publicação recebi um comentário que isso só poderia ser invenção. Esse tipo de "negação" é muito comum hoje em dia como uma defesa psicológica contra os sucessivos absurdos com que somos confrontados. Realmente há muitos absurdos inventados mas, infelizmente, os piores deles são verdadeiros. Se consultarem no Google (procurem por: "Marta Suplicy família") encontrarão vários artigos que atestam essa notícia. Ai vai o hiperlink para três deles:
Há dois anos no Egito irrompeu uma manifestação que logo se mostrou
muito mais que um legítimo protesto contra os trinta anos de poder de um
ditador. Vários estados do oriente médio foram para as ruas inclusive a não
divulgada pela omissa grande mídia manifestação do povo em Israel bem como as
manifestações na Europa e a “Occupy Wall Street” nos EUA.
De lá pra cá a ebulição só aumenta, a guerra ronda, e nenhuma solução surgiu.
Essa semana de novo milhões saem às ruas no Egito exigindo a deposição do novo presidente para....
Para o que?!
Agora também essa ONDA chega a nós no fenômeno brasileiro em andamento reivindicando muita coisa...
Mas, com quem? Para quem? Como?
Numa visão muito mais profunda dos ciclos temporais de manifestação que os povos antigos tinham viva, como mostra o calendário Maia, e que a nossa civilização reducionista esqueceu, o tempo e a história são cíclicos, ou melhor, holográficos, e assim tudo de novo recomeça com um balanceamento entre repetição e originalidade.
Assim podemos registrar a primeira manifestação das ruas em 2011 no Egito como um marco palpável do advento dessa novo ciclo consciencial da humanidade, pois de novo foi feito o chamado cósmico: “Do Egito chamei meu filho”.
E o Egito em ebulição continua realizando um velho provérbio árabe: “O Homem teme o tempo e o tempo teme as pirâmides”.
Já em 2008 por ocasião da criação desse blog comecei apresentando a palestra “Atualidade do Cristianismo Gnóstico” que trazia os fundamentos das coisas que agora vão se desdobrando. Dessa forma cada vez mais no desenvolver desse blog e coerentes com o que colocamos no princípio, vamos fazendo, no desenrolar dos acontecimentos, as devidas referências e acompanhamentos.
“Estamos vivendo nos limites de todo um grande ciclo da manifestação humana e isso nos leva a um Planeta em Crise.
Problemas de todo o lado: na saúde, na ecologia, nos costumes, violência, guerras..., nos fazem viver em surtos: explosões alienadas pessoais ou sociais que surgem em consequência de um vazio psíquico fundamental.
Um surto global generalizado onde só resta o vazio consciencial e moral!
O sistema de crença que domina a consciência do mundo, o materialismo reducionista, permite-nos tão somente abordar em separado cada segmento dessa crise. A ciência, a filosofia a política, a economia...; cada uma delas com seus fóruns, seus especialistas, seus paradigmas, seus rótulos, seus postulados; cada uma por si tentando equacionar e resolver a questão global.
Definitivamente essa esgotada abordagem reducionista materialista não trará em sua inerente fragmentação nenhuma solução definitiva para a crise.
Sabemos e afirmamos que essas serão sempre soluções paliativas, mas, no entanto, se não temos o estado de consciência necessário para lidar apropriadamente com a essência da cura da causa dessa crise, só nos resta mesmo, tateando, tentar aliviar o desconforto gerado pela nossa incapacidade de fazê-lo.
Mas saibamos que, na medida em que os problemas se avolumam, essas tentativas trôpegas mais serão como o enredar dos insetos na teia da aranha. E assim vai até que essa crise exploda.
Nova Era é Nova Consciência.
E nada menos que isso, pois assim compreendendo e agindo, como diz o sermão do monte: “Tudo o mais nos vira em acréscimo”, mas só o estritamente necessário.
Há algo completamente novo acontecendo que não pode ser compreendido por nosso completamente velho, precário e exaurido estado limítrofe de consciência. Tanto seja esse estado considerado bom ou mal. O que ele é, no entanto e certamente, limitado e insuficiente.
O vinho novo, isso é o Sangue Real crístico, não pode ser colocado em nossas velhas taças manifestacionais. Precisamos de um Santo Graal completamente novo.
Mas não se trata de reformar ou recauchutar as odres velhas e nem de caiar túmulos com tinta branca, pois a retífica que assim se propuser a atuar só fará ainda mais desfigurá-las.
Interlocutor 1: Amigo. As ofertas de alternativas
'espirituais' à crise hodierna estão por do quier e eu estou achando tudo isto
muiiiiiiiito perigoso.
Faz dois anos meio, pouco
mais, que estudo o tema. É um excelente meio de manipulação.
Paulo Azambuja : Amiga. O Gnosticismo cristão tem
2000 anos e já existia antes da igreja se estabelecer como instituição.
Portanto se há alguma oferta alternativa aqui é a da posterior ortodoxia religiosa!
Tudo pode ser desvirtuado para uma
manipulação e depende de cada um avaliar,
não pelos rótulos mas pelo conteúdo, o que o esta ou não manipulando.
Interlocutor 2: O CONHECIMENTO é a parte divina do
ser, independente de qualquer segmento filosófico religioso.
O homem foi perdendo sua
identidade,através dos conflitos religiosos do passado,cada uma querendo ser "dona"
do rebanho.
Quando se juntou á alguma
dessas filosofias, deixou de olhar para dentro de si onde todo o Conhecimento pode
ser revelado e ficou vivendo no plano letárgico da ignorância. e muitos se
aproveitam disso.
Paulo Azambuja: Amiga. GNÓSIS é o por definição o
'CONHECIMENTO QUE RELIG-A' e, nestes temos, você pode inclusive resgatar a
perdida e desgastada essência da RELIG-IÃO.
Quando se trata da genuína
busca à VERDADE ninguém se JUNTA a nenhuma Filosofia, mas pode sim,
muito bem, POR AFINIDADE, POR SINTONIA, COMUNGAR com uma.
OS FUNDAMENTOS UNIVERSAIS
EXISTEM E ESTÃO ACIMA DE QUALQUER FILOSOFIA, MAS PODEM PERFEITAMENTE
INSPIRA-LAS.
E assim não precisamos deixar desempregados: Pitágoras, Sócrates, Platão, Espinosa, Jacob Boheme, Kant...
Tudo e qualquer um que você
seguir te limitará, EXCETO O ÚNICO QUE VERDADEIRAMENTEÉ: O TUDO , O TODO.
Mas quem é esse
VERDADEIRAMENTE TUDO E TODO?
A resposta encontro no EvangelhoGnóstico de Tomé que eu criteriosamente ESCOLHI SEGUIR DE TODO O MEU CORAÇÃO-CABEÇA.
“Quem procura, não cesse
de procurar até achar;
e, quando achar, será estupefato;
e, quando estupefato, ficará maravilhado
e então terá domínio sobre o Universo.”
(Evangelho Gnóstico de Tomé [2])
O texto deste hino cátaro contém uma mensagem codificada.
Nele, Joana é a Igreja Cátara medieval, que já estava sendo enfraquecida e ameaçada e que, por fim, foi eliminada no sul da França (Occitânia), através da hedionda Cruzada contra os Albigenses, empreendida pela Igreja de Roma.
Mas a essência espiritual dos Cátaros-Joaninos ainda está Viva e Vibrando nas cavernas e nas águas da Occitânia, donde se esparge para todo o Mundo.
Letra do hino A.E.I.O.U em língua D’oc:
1. Can lou bouyè ben de laoura, Planto soun agulhado, A.E.I.O.U. Planto soun agulhado.
2. Troubo sa femno al pè del foc, Touto déscounsoulado.
3. "Se 'n es malaouto digas oc, Te faren un poutadzé.
4. Amb uno rabo un caoulét, Uno laouzéto magro."
5. "Quan séraï morto rébound mé, Al pus pirou de la cabo.
6. Méttras mous pès à la parét, Lou cap jous la canèlo.
7. E lous roumious que passaran, Prendran d'aïgo ségnado."
8. E diran: "Cal es mort aïci, Es la paouro Joana.
9. Que 'n es anado al paradis, Al cèl ambé sas cabros."
Vamos trazer aqui um documentário fundamental bastante afim com os objetivos desse blog que, como dizemos no cabeçalho acima, é o de disponibilizar uma coleção de vídeos e textos de manifestações espirituais afins e de um retrato atual das grandes transformações da consciência humana e, consequentemente, do mundo, que estão celeremente se realizando.
“No nosso século, essa integração planetária chegou à culminância com uma globalização total da consciência, através dos meios de comunicação, das redes globais e do poder que tem a tecnologia atual de, a cada episódio ocorrido em qualquer lugar da Terra, comprometer a Terra inteira.
Essa é uma das características que nos leva ao que aqui chamamos de Limites.
Esses limites nos levam a um Planeta em Crise. Mesmo a contragosto temos que conviver com ela. Ela nos ocupa, ela nos pré-ocupa, com fatos que muitas vezes estão geograficamente distantes, mas que nos afetam ou nos afetarão, quer a nível físico ou psicológico, mas sempre nos afetarão. Estamos, portanto, envolvidos, e assim também temos que equacionar essa crise. Temos que equacioná-la, temos que entendê-la visando solucioná-la em sua real profundidade, e essa palestra se desenvolverá sob esse objetivo
Essa crise planetária se manifesta em vários aspectos. Temos as doenças, que agora são ameaças cada vez mais globais. Temos a violência, tanto a violência psicológica: o ódio entre nações, entre povos, entre raças, que gera a violência física, as guerras; guerras essas que a tecnologia transforma em pesadelos mundiais. Temos os problemas no ambiente; com o uso indiscriminado dos recursos naturais o homem produziu problemas praticamente irreversíveis na atmosfera, sabemos bem disso.
E temos o problema de costumes.
A humanidade e cada indivíduo da humanidade perdeu a sua capa moral. Todo o indivíduo, toda a sociedade, toda a cultura, precisa se basear numa capa moral. Sabemos que toda a capa moral é relativa, é transitória, é de alguma forma paliativa, mas é imensamente necessária para se construir alguma coisa. O sistema de crença materialista reducionista, não só contribuiu para destruir a capa moral que havia, como também não foi capaz de substituí-la por outra capa moral.
Portanto, resta o vazio! E esse vazio explode em exacerbações: nos vícios, na ganância desmesurada, na hiperatividade física sensual, etc. Esse vazio moral é agora uma crise planetária, pois o sistema de crença ocidental materialista logrou, principalmente via globalização das comunicações, exportá-lo mundialmente.
A economia é uma espécie de termômetro de tudo isso. A economia há muito tempo não mais se fundamenta em riquezas concretas, mas se baseia, na verdade, numa balança que tem de um lado o medo e do outro a esperteza e a oportunidade. O medo de uns pela esperteza de outros é a oportunidade desses. Mas na medida em que a crise se aprofunda o medo fica cada vez mais generalizado e assim passa a haver muito pouca esperteza que o explore. Desse modo temos sempre a economia no fio da navalha, pois ela é o termômetro de tudo o mais.
Por fim podemos falar em surtos. Esses surtos são explosões pessoais ou sociais, psíquicas, físicas, explosões alienadas, violentas, que surgem como conseqüência desse vazio moral. Isso sempre nos surpreende e cada vez mais nos surpreenderá, mas as causas são evidentes. Há um surto global generalizado.
Quando lemos em Mateus [24], vemos quase que literalmente uma descrição da crise atual. Há ali uma frase bastante significativa que diz: Ai das Grávidas!
Quem são essas grávidas que estão sendo lamentadas e que lamentam? Somos todos nós, que estamos prenhes de uma nova geração para a qual não temos nada a oferecer e não sabemos nem em que planeta e sob que fundamentos morais, ético, psíquicos, físicos, ela poderá se sustentar. Portanto as grávidas somos todos nós que vemos nessa próxima geração um motivo de grande preocupação e angústia.
·Como entender a crise?
É fundamental que a entendamos. Estamos nela envolvidos e precisamos obter um diagnóstico profundo, da mesma forma que uma doença só se cura realmente quando diagnosticada a causa. Para tanto temos que recorrer, ou a perspectiva do materialismo reducionista vigente; temos que ver se desse sistema de crença conseguimos tirar as conclusões que nos permitam diagnosticar a crise; ou, podemos recorrer às tradições sagradas da sabedoria universal que sempre estiveram presentes em todas as culturas trazendo informações e previsões em relação a questões de amplo aspecto a nível planetário.
·A Crise Segundo o Materialismo Reducionista
O materialismo reducionista vigente permite-nos tão somente analisar cada segmento da crise. Ele se exprime em vários aspectos e aborda a questão separadamente sob esses vários aspectos. Nós temos a ciência, temos a filosofia, temos a política e temos a fé dogmática; cada uma delas com seus fóruns, com seus especialistas, com seu sistema de abordagem, tentando equacionar e resolver a questão global.
A primeira vista alguém poderia estranhar, quando colocamos aqui, dentro do contexto desse materialismo, a fé dogmática. Mas na verdade a fé dogmática é materialista. Usando o nome de um deus ou de deuses, referindo-se às escrituras sagradas de suas respectivas culturas, o materialismo reducionista impera na fé dogmática na medida em que essa fé literaliza e transforma o Sagrado em história corrente do mundo e convoca seus deuses para resolver os problemas triviais de saúde, de dinheiro, de amor de seus adeptos invocando lhes a proteção privilegiada nos problemas da crise que se intensificam, porque esses adeptos se julgam filhos escolhidos desses deuses e assim solicitam os especiais favores para priorizar a sua proteção.
A fé dogmática, portanto, é materialista, embora em nome de deus. É uma religiosidade materialista. E cada vez está mais. Cada vez mais está calcada no poder, cada vez mais está calcada no dinheiro, cada vez mais está calcada no imediatismo. É, portanto, uma religiosidade de César, ou, de como dizem os gnósticos, uma religiosidade de Authades. Por outro lado cada vez menos traz qualquer ato devocional voltado ao Sagrado.
Confunde o Sagrado com o útil!
·A Crise Segundo a Sagrada Sabedoria Universal
Enquanto o sistema materialista reducionista não tem condições de dar à questão um tratamento holístico, as tradições sagradas de todas as grandes culturas no decorrer de toda a história, ao contrário, apresentam sempre uma perspectiva integrada, muito abrangente em termos de conceito e em termos de tempo, trazendo experiências do passado e prevendo situações futuras relativas sempre a questões planetárias.
·Então, qual é o diagnóstico?
Segundo as tradições sagradas, o universo é essencialmente consciência viva da qual provém toda a criação. E isso é o que diz o prólogo do Evangelho de João: No princípio era o Verbo...; a palavra viva, a consciência cósmica manifestada, o Cristo do princípio, que não era e não é propriedade de nenhuma raça, povo ou instituição, que era e é supra temporal e supra histórico.
Temos também, que há grandes ciclos pelos quais o sistema solar percorre grandes espaços da galáxia, ciclos esses que correspondem à precessão dos equinócios e determinam as doze eras zodiacais de cerca de dois mil e duzentos anos cada, como a era de peixes, a atual era de aquário, etc. Atualmente nesse grande caminho cíclico pelo espaço galáctico estamos numa fase em que ficamos mais próximos do núcleo da galáxia e desse modo dali recebemos um mais intenso fluxo de energias. E essas são energias conscienciais vivas.
Isso, portanto, nos leva ao diagnóstico que buscávamos: Estamos numa crise de limite de consciência. Nossa crise é uma crise de consciência! Tudo o mais são os sintomas dessa crise.”
E agora passemos ao documentário, e depois de vê-lo com muita atenção, seguimos com algumas considerações:
Vamos agora realçar dois pontos:
Primeiramente o documentário fala do Dawinismo como uma referência mecanicista materialista que se propõe a explicar a vida e que embora de modo algum o tenha conseguido tornou-se, no entanto uma profissão dogmática de fé materialista, de influência decisiva em todos os setores da formação atual de nossa psique quer individual quer coletiva. Esse tema esta bem desenvolvido no recente artigo deste blog: A Religião de/e o Darwinismo.
Mais adiante no vídeo é colocada a analogia da lagarta que em algum ponto passa a deixar de se alimentar e a reação de uma minoria de células do seu corpo chamadas ali de “células imaginais”:
“No entanto, no meio daqueles bilhões de células, há outras células idênticas geneticamente a elas, não diferentes, mas que pensam diferentemente, que respondem diferentemente.
Estas células tem o interessante nome de "células imaginais," e estas células imaginativas veem com uma nova visão e o que acontece é que, no meio de todo este caos, quando todas as outras células estão correndo, pensando, o fim do mundo está chegando, as novas imaginativas células estão dispondo novas idéias, novas visões, um novo plano, um novo esquema, um novo meio de vida, e em torno destas idéias as células reorganizam-se.
Elas começam a criar novas organizações massivas para criar alguma coisa muito mais fabulosa do que o prévio sistema.
Um sistema muito mais sustentável, um sistema com um mais alto nível de evolução, e este sistema eles estão construindo é chamado 'a borboleta.'
Assim há uma transição de um velho mundo da lagarta com um sistema de crenças e um velho meio de vida que não era mais sustentável.
E consequentemente você tem duas escolhas neste mundo neste momento:
Você pode manter o seu status de lagarta e dizer, 'Ai meu Deus, o céu está caindo!' e ficar com medo, ou você pode dizer, 'A lagarta está indo. Eu quero construir a ‘borboleta.'
Por quê?
Porque se eu me tornar ativo e positivo no processo de construção da borboleta, eu estou engajado, eu estou trabalhando, estamos criando o futuro.
Se eu sentar e lamentar a perda da lagarta, então eu estou me tornando doente e tudo ao meu redor. Por quê? Eu não estou contribuindo para a nossa evolução.
E assim, onde estamos? Estamos nos estertores do estágio da lagarta da civilização e da ascensão da borboleta.
O devemos reconhecer é que toda esta crise não está fora da consciência; está também no interior da consciência.
Há um plano para esta loucura. Se você olhar para a evolução biológica, toda grande evolução é precedida por uma catástrofe.
Assim há uma transição de um velho mundo da lagarta com um sistema de crenças e um velho meio de vida que não era mais sustentável.”
A
abordagem no vídeo é uma conclamação de ação transformadora a todos os da
“pílula vermelha” [veja neste blog: OPanorama Visto do Abismo] ou os das
“células imaginativas”.
Mas considero que temos que ser mais específicos quando nos referirmos ao papel desses “seres imaginativos” nessa transição, pois que na verdade essa nova fase só será realizada com uma reta-ação que, como é dito no TAO TE KING, é uma não-ação.
Aproveitando a metáfora da lagarta-borboleta lembramos que a borboleta não é uma evolução linear da lagarta, mas sim só acontece por uma completa sua dissolução numa fase de completa entrega, silêncio e quietude - a fase da pulpa.
Portanto a não-ação a ser realizada por nós é a da entrega, a do despojamento, a da relativização da força egóica em nós fundamentalmente incrustrada, para que, só então e não antes, possamos nos ligar com a Força do Reino que já está lá pronta e completa no nosso exterior. É só assim, pela
força imaculada do reino exterior, que o nosso reino interior desvelado realmente
se transforma.
Pois segundo o Evangelho Gnóstico de Tomé:
"O reino está dentro de vós, mas também está em vosso exterior”.